O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 2,3 bilhões para a Volkswagen do Brasil, com o objetivo de impulsionar as exportações e o desenvolvimento de novas tecnologias de eletrificação em seu portfólio. O aporte prevê a estreia de modelos híbridos em todas as modalidades — híbridos leves, híbridos e híbridos plug-in — a partir de 2026, segundo a montadora.
A cerimônia de assinatura ocorreu na sexta-feira (31) na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), e contou com as presenças do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante; do chairman executivo da Volkswagen para a América do Sul, Alexander Seitz; e do presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom.
De acordo com o BNDES, o apoio faz parte da linha de crédito BNDES Mais Inovação, que tem como foco o estímulo à modernização tecnológica e à transição energética no setor automotivo. Os recursos serão utilizados para o desenvolvimento de veículos híbridos e para a implementação de projetos de engenharia relacionados a tecnologias avançadas de assistência ao condutor (ADAS) e conectividade, com o objetivo de ampliar a segurança e a experiência dos consumidores.
Parte do valor também será direcionada à linha Exim Pré-Embarque, voltada para incentivar as exportações da Volkswagen. Segundo dados da empresa, a montadora já exportou mais de 4,4 milhões de unidades para 147 países desde 1970. Entre janeiro e setembro de 2025, as exportações registraram alta de 43% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o financiamento está alinhado à política industrial do governo federal. “O apoio do BNDES à inovação de empresas brasileiras está no cerne da política industrial do governo do presidente Lula. Uma indústria mais inovadora, capaz de desenvolver tecnologias aliadas à descarbonização no setor automotivo, é uma indústria que olha para o futuro. E o futuro é a transição energética”, disse.
Mercadante ressaltou ainda a importância do crédito à exportação como política de Estado. “O crédito à exportação é uma atividade de Estado inerente a todas as economias industrializadas do mundo. O BNDES, por intermédio de suas linhas de apoio às exportações, induz a exportação da produção nacional, para que nossas empresas busquem mais mercados e gerem emprego e renda no Brasil”, completou.
O presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, destacou que o investimento marca “o início de uma nova era de eletrificação” para a montadora no país. “A partir de 2026, todo novo Volkswagen desenvolvido pela nossa Engenharia e fabricado na Região América do Sul será eletrificado. Vamos oferecer híbridos em todas as modalidades possíveis, representando nosso compromisso com o futuro da mobilidade sustentável”, afirmou.
O CFO da Volkswagen na América do Sul, Rafael Teixeira, também destacou que a operação reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento tecnológico nacional. “Ao viabilizar investimentos em eletrificação, digitalização e conectividade, reforçamos nossa parceria com o BNDES e contribuímos para a consolidação de uma nova indústria nacional, mais inovadora, verde e preparada para ampliar sua presença nas exportações”, declarou.