Chile lança PatagonIA, plataforma de inteligência artificial soberana

Plataforma de inteligência artificial soberana promete impacto em saúde, energia, transporte e administração pública
PatagonIA
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O Instituto Sistemas Complexos de Engenharia (ISCI) e a empresa WideLabs anunciaram nesta quinta-feira (25) o lançamento do PatagonIA, uma plataforma de inteligência artificial soberana treinada integralmente no Chile. O projeto, desenvolvido em parceria com Oracle e NVIDIA, incorpora características do espanhol chileno e busca fortalecer a soberania tecnológica e de dados do país.

Segundo os responsáveis, o PatagonIA é composto por três modelos principais: um modelo de linguagem de grande escala para tarefas gerais, um modelo multimodal focado em reconhecimento de caracteres em textos e imagens e um sistema de voz para texto adaptado ao espanhol falado no Chile.

A plataforma foi treinada utilizando infraestrutura da Oracle Cloud Infrastructure (OCI) e unidades de processamento gráfico (GPUs) da NVIDIA hospedadas no território chileno. De acordo com os desenvolvedores, essa arquitetura garante que os dados permaneçam dentro do país, atendendo a requisitos locais de legislação e segurança.

O projeto faz parte da Política Nacional de Inteligência Artificial do Chile e pretende impactar setores estratégicos como saúde, transporte, energia, justiça e administração pública. O treinamento foi realizado com um corpus ajustado às particularidades culturais e linguísticas do Chile, visando maior precisão no uso prático.

A iniciativa tem como referência a experiência do Amazônia IA, modelo desenvolvido anteriormente pela WideLabs no Brasil. O conhecimento acumulado foi transferido para a realidade chilena, com o objetivo de garantir independência digital e fortalecer a cooperação tecnológica na América Latina.

Para Leonardo Basso, diretor do ISCI e professor da Universidade do Chile, a soberania digital é central para garantir que setores regulados e estratégicos tenham pleno controle sobre dados e aplicações. “Isso também significa que os dados permanecerão dentro do país, sob legislação nacional”, afirmou.

O projeto contou com apoio da Oracle, que forneceu a infraestrutura em nuvem, e da NVIDIA, que disponibilizou expertise e recursos para otimização do treinamento. Conforme Vittor Lemos, diretor de vendas para o setor público da Oracle Chile, a iniciativa mostra que “é possível desenvolver soluções de IA que respondam às necessidades do Chile”.

Com essa colaboração, os parceiros afirmam que o Chile se posiciona como referência regional em desenvolvimento de inteligência artificial soberana, alinhando inovação tecnológica à preservação cultural e à autonomia estratégica.

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