Uma empreendedora de Rio Branco, no Acre, alcançou faturamento médio de R$ 1,2 milhão em 2024 ao operar uma dark kitchen da rede Tastefy, modelo de cozinha voltado exclusivamente para delivery. O resultado foi obtido em 18 meses, prazo inferior à estimativa inicial de retorno do investimento, segundo informações da própria empresária.
O caso envolve Laura Margareth Arrueta Camelo, de 48 anos, que já atuava no setor de alimentação quando passou a fornecer churros para um franqueado da Tastefy na capital acreana. Conforme relatado, após o antigo operador decidir repassar a unidade por motivos pessoais, ela assumiu a operação.
“Aceitei o desafio e resolvi mergulhar nesse novo modelo de negócio. Foi uma guinada na minha vida”, afirmou Laura, em relato sobre o início da trajetória como franqueada.
Sem experiência anterior no sistema de franquias, a empreendedora informou que utilizou treinamentos e ferramentas oferecidos pela franqueadora para compreender os processos do negócio. De acordo com ela, o retorno financeiro ocorreu em um ano e meio, período menor que o prazo médio de dois anos inicialmente previsto.
Em 2024, segundo dados apresentados, o faturamento médio anual da operação chegou a R$ 1,2 milhão. Laura atribui o desempenho à padronização dos processos e à adaptação às características do mercado local. “Entendi que o delivery funciona 100% quando usamos a experiência da franqueadora, mas também ajustamos à demanda do público da cidade”, declarou.
A franqueada também relatou mudanças no comportamento do consumidor, principalmente entre pessoas de 25 a 40 anos. “Hoje o tempo é artigo de luxo. Quem é atendido de forma rápida e eficaz, fideliza”, disse.
O modelo de dark kitchen tem se expandido no Brasil por operar sem salão para atendimento presencial, o que reduz custos com estrutura física e equipe. De acordo com a Statista, o mercado brasileiro de delivery de alimentos deve movimentar US$ 27,81 bilhões até 2029, impulsionado por formatos digitais.
Sobre a relação com a franqueadora, Laura afirmou que a Tastefy mantém acompanhamento próximo das unidades. “Nem todos aproveitam essa parceria, mas eu usei todas as oportunidades e colhi os resultados”, concluiu.
O caso da empresária acreana reflete o crescimento de modelos de negócios baseados em operação digital e logística de entrega, que vêm ganhando espaço no setor de alimentação fora do lar em diferentes regiões do país.