O Ibovespa voltou ao território positivo nesta segunda-feira, avançando 0,52% e fechando aos 158.187,43 pontos — um ganho de 818,07 pontos depois do tombo dramático de sexta-feira. Foi uma sessão de retomada de fôlego, uma espécie de romance reatado com o risco após o susto político que abalou o mercado no fim da semana anterior.
No câmbio, o real também teve um desfecho favorável: o dólar recuou 0,22%, a R$ 5,421. Os juros futuros, que haviam explodido na sexta, corrigiram parte dos excessos e caíram por toda a curva.
EUA em queda moderada
Apesar do frisson no entretenimento, os índices norte-americanos recuaram, sem relação com Hollywood. O verdadeiro “agente secreto” da cautela global foi o movimento típico que antecede decisões do Federal Reserve. Investidores seguem apostando em mais um corte de juros, mas preferem reduzir exposição às vésperas da chamada Super Quarta.
Alívio político melhora o humor do mercado local
No Brasil, o drama político de sexta-feira — que desencadeou a queda superior a 4% do Ibovespa — teve um desfecho parcial menos turbulento. Flávio Bolsonaro, lançado pelo pai como presidenciável para 2026, sinalizou que estaria disposto a recuar mediante “um preço”. A reação do Centrão, que articula um nome alternativo, esfriou a tensão e ajudou a devolver algum equilíbrio ao mercado.
O enfraquecimento do movimento que havia inflamado o risco político deu aos investidores a sensação de que a mocinha, de fato, foi salva no último minuto.
Blue chips retomam trajetória positiva
Entre as principais ações, Vale (VALE3) subiu 0,68%, mesmo com analistas reiterando recomendação neutra. Petrobras (PETR4) contrariou a forte baixa do petróleo no exterior e avançou 0,92%.
O setor bancário, que havia derretido na sexta, voltou a erguer a estatueta dos ganhos: Banco do Brasil (BBAS3) subiu 2,08%, Bradesco (BBDC4) ganhou 0,72%, Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 0,48% e Santander Brasil (SANB11) valorizou 0,96%.