Dólar recua após tensão política e fecha a R$ 5,42

Sinalização de possível recuo do senador na disputa de 2026 reduz pressão, mas volatilidade persiste
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O dólar iniciou a semana tentando corrigir parte da disparada registrada na sessão anterior e chegou a operar abaixo de R$ 5,40 em alguns momentos desta segunda-feira. No entanto, a volatilidade gerada pelo chamado “risco Flávio Bolsonaro” limitou o fôlego para ajustes mais amplos. Ao fim do dia, o dólar à vista recuou 0,23%, fechando a R$ 5,4220. No acumulado de 2025, a moeda americana ainda registra queda de 12,25%.

No mercado comercial, o dólar encerrou a R$ 5,422 tanto na compra quanto na venda. Já no segmento de turismo, as cotações permaneceram mais elevadas, variando entre R$ 5,439 na compra e R$ 5,619 na venda.

A cena política continuou no centro das atenções. Após a forte reação dos mercados na sexta-feira à confirmação de Flávio Bolsonaro como potencial candidato à Presidência, o senador afirmou no domingo que poderia desistir da disputa — mas que sua retirada teria um “preço”, a ser detalhado nesta segunda-feira. Entre as especulações do mercado, ganhou força a ideia de que esse “preço” poderia envolver o avanço de uma eventual anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A sinalização de que Flávio Bolsonaro pode recuar e abrir caminho para uma possível candidatura de Tarcísio de Freitas trouxe algum alívio aos investidores, embora insuficiente para reverter o salto da última sessão.

No exterior, o foco segue voltado para a decisão de política monetária do Federal Reserve, marcada para quarta-feira. A expectativa predominante é de corte de 25 pontos-base na taxa americana, atualmente entre 3,75% e 4,00%. No Brasil, o Copom também se reúne no mesmo dia, mas a aposta majoritária é de manutenção da Selic em 15% ao ano. O amplo diferencial entre os juros brasileiro e norte-americano tem sido apontado como um dos responsáveis por manter o dólar dentro da faixa de R$ 5,30 a R$ 5,40 nas últimas semanas. A turbulência política da sexta-feira, porém, levou a moeda para além desse intervalo, movimento que ainda reverbera nos negócios desta segunda-feira.

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