O Ibovespa conseguiu uma recuperação moderada nesta quinta-feira, após duas sessões consecutivas de perdas mais acentuadas. O principal índice da B3 avançou 0,38%, aos 157.923,34 pontos, com ganho de 596,80 pontos. O pregão foi marcado por volatilidade pontual, mas sem movimentos abruptos ou surpresas relevantes.
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou praticamente estável, com leve alta de 0,01%, cotado a R$ 5,523. Foi o quarto avanço consecutivo da moeda norte-americana na semana. Já os DIs (juros futuros) encerraram o dia em alta ao longo de toda a curva, refletindo ajustes de expectativas e cautela com o cenário monetário.
Banco Central e cenário externo no radar
Pela manhã, durante entrevista coletiva para detalhar o Relatório de Política Monetária de dezembro, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, voltou a enfatizar que a condução da política monetária permanece estritamente dependente de dados. Segundo ele, o mercado tem buscado sinais na comunicação da autoridade monetária onde eles não existem. Ainda assim, Galípolo afirmou que a decisão sobre a Selic segue em aberto, sem direcionamento previamente definido, o que acabou provocando reações nos juros futuros ao longo do dia.
O ambiente externo também contribuiu para um viés mais construtivo. Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta, sustentados pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de novembro, que mostrou desaceleração da inflação nos Estados Unidos. Na Europa, as bolsas também avançaram, após o Banco da Inglaterra cortar juros e o Banco Central Europeu elevar suas projeções de crescimento econômico.
Ações: bancos sobem, Petrobras recua
No mercado acionário doméstico, a Vale (VALE3) subiu 0,26%, em sessão apoiada por avaliações de bancos internacionais que apontam a mineradora como uma das ações mais descontadas entre seus pares globais.
No setor financeiro, o Banco do Brasil (BBAS3) avançou 0,19%, Bradesco (BBDC4) ganhou 0,44%, Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 0,51% e Santander (SANB11) destacou-se com alta de 1,52%. A B3 (B3SA3) acompanhou o movimento e encerrou com valorização de 0,38%, recuperando parte das perdas recentes.
No setor de petróleo, apesar da alta dos preços internacionais da commodity, a Petrobras (PETR4) destoou e caiu 0,58%. O movimento, porém, não contaminou as empresas independentes.