Ibovespa atinge 153,3 mil pontos e renova máxima histórica; dólar cai para R$ 5,35

Movimento positivo é sustentado por bancos e Petrobras, enquanto dólar recua e juros voltam a subir
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O Ibovespa encerrou esta quinta-feira (6) com leve alta de 0,03%, aos 153.338,63 pontos, um ganho de 44,19 pontos, suficiente para garantir mais um recorde histórico de fechamento. É a nona vez seguida que o índice atinge o maior nível de encerramento e a 12ª sessão consecutiva de valorização, algo que não ocorria desde maio de 1997.

Durante o pregão, o índice também renovou a máxima intradiária, chegando a 154.352,25 pontos. O dólar comercial recuou 0,24%, cotado a R$ 5,35, enquanto os juros futuros voltaram a subir em toda a curva, após a queda generalizada da véspera.

Cenário doméstico e otimismo fiscal

O mercado manteve o otimismo mesmo após declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que reafirmou o compromisso com o equilíbrio das contas públicas. Segundo ele, “o fiscal não vai explodir em 2027”, em referência a preocupações com o futuro das contas do governo.

No campo das relações internacionais, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul deve ser assinado em 20 de dezembro, consolidando uma alternativa ao aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Expectativas com Petrobras e temporada de balanços

Os investidores concentraram atenções no balanço da Petrobras (PETR4), divulgado após o fechamento do mercado. As ações da estatal subiram 0,52%, em meio à expectativa por dividendos e à divulgação do novo plano estratégico prevista para o fim de novembro.

Entre os bancos, Itaú Unibanco (ITUB4) fechou estável, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) avançou 1,11%. A Axia Energia (ELET3), antiga Eletrobras, teve alta de 0,76%, após reportar lucro sólido e anunciar distribuição bilionária de dividendos. Vibra (VBBR3) subiu 1,56%, com projeções positivas para o quarto trimestre.

Na outra ponta, Minerva (BEEF3) liderou as perdas do dia, com queda de 13,48%, apesar de apresentar resultados considerados fortes no terceiro trimestre. Analistas apontaram que as altas expectativas do mercado não foram totalmente atendidas. Vale (VALE3) recuou 0,35%, interrompendo a sequência recente de ganhos, mesmo com avanço dos preços do minério de ferro na China.

Outros destaques corporativos

O pregão marcou uma das agendas mais intensas da temporada de balanços do terceiro trimestre. Além da Petrobras, publicaram resultados Assaí (ASAI3), Caixa Seguridade (CXSE3), Cogna (COGN3), Fleury (FLRY3), Energisa (ENGI11), Lojas Renner (LREN3), Magazine Luiza (MGLU3), Petrorecôncavo (RECV3), SLC Agrícola (SLCE3) e Suzano (SUZB3).

No exterior, a Noruega anunciou uma contribuição adicional de US$ 3 bilhões ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), durante evento em Belém. O governo brasileiro também lançou um plano para ampliar o financiamento climático global para US$ 1,3 trilhão por ano, em resposta à urgência das metas ambientais.

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