O dólar fechou em leve baixa nesta quinta-feira (6), pouco abaixo de R$ 5,35, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes e o tom mais conservador do Banco Central brasileiro após a decisão de política monetária da véspera.
O dólar à vista caiu 0,23%, encerrando o dia cotado a R$ 5,3493 na venda. Na B3, o contrato futuro para dezembro — o mais negociado — recuou 0,20%, para R$ 5,3770.
No câmbio comercial, a moeda foi comprada e vendida a R$ 5,349. Já o dólar turismo terminou cotado a R$ 5,427 na compra e R$ 5,607 na venda.
O movimento do câmbio refletiu o ambiente favorável ao carry trade, em que investidores buscam rentabilidade em países com juros elevados — caso do Brasil, após o Comitê de Política Monetária (Copom) manter a taxa Selic em 15% ao ano e sinalizar que ela permanecerá nesse nível por “período bastante prolongado”.
O BC reforçou o compromisso com o controle da inflação, o que, segundo analistas, tende a sustentar o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos e manter o país atrativo ao capital estrangeiro.
No exterior, o dólar também recuou ante moedas de países exportadores de commodities, como o peso mexicano e o peso chileno, em um dia de alívio após as fortes oscilações da semana.
Enquanto o mercado local ainda repercutia a decisão do Copom, as atenções no cenário internacional se voltaram à Cúpula de Chefes de Estado da COP30, em Belém (PA). O evento reúne líderes mundiais — entre eles Emmanuel Macron (França), Ursula von der Leyen (Comissão Europeia), Cyril Ramaphosa (África do Sul), William Ruto (Quênia) e Keir Starmer (Reino Unido) — para discutir a transição energética e estratégias de enfrentamento à crise climática.