Nestlé Brasil amplia agricultura regenerativa para produção de cereais

Projeto abrange oito fazendas em Goiás e Paraná, com redução de mais de 20% na pegada de carbono em aveia, trigo e milho.
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A Nestlé Brasil expandiu as práticas de agricultura regenerativa para além das cadeias de cacau, leite e café, incluindo agora a produção de aveia, trigo e milho. O projeto, implementado em oito fazendas parceiras localizadas em Goiás e no Paraná, cobre 1.980 hectares e já apresentou redução de mais de 20% na pegada de carbono nas culturas, conforme dados da companhia divulgados em setembro de 2025.

De acordo com a Nestlé, os produtores participantes recebem, nos três primeiros anos, suporte técnico da Agrobiota e subsídios financeiros para aquisição de insumos como bioinsumos e mix de cobertura. Segundo João Roque Araújo, coordenador agrícola para a cadeia de cereais da empresa, a estratégia é criar áreas demonstrativas nas propriedades para incentivar a ampliação das práticas regenerativas.

Entre as ações implementadas estão a rotação de culturas, a inclusão de plantas de cobertura, o uso de fertilizantes nitrogenados estabilizados, bioinsumos e manejo integrado de pragas e doenças. Segundo Araújo, “com quase dois anos de projeto a área com adoção de plantas de cobertura mais que dobrou, com um incremento na diversidade das culturas em rotação chegando a quatro culturas no intervalo de três anos em uma mesma área”.

Para acompanhar os resultados, a Nestlé utilizou a ferramenta Farm Assessment Tool (FAT), que mede o nível de adoção da agricultura regenerativa, e a Cool Farm Tool (CFT), que apresentou a redução de mais de 20% na safra de 2024 em comparação à anterior.

Atualmente, segundo a companhia, 41% das matérias-primas como cacau, leite e café já são provenientes de propriedades parceiras que adotam práticas regenerativas, superando a meta de 30% estabelecida para 2025. De acordo com Barbara Sollero, head de Agricultura Regenerativa da Nestlé Brasil, “acelerar a transição para sistemas regenerativos é essencial não só para descarbonizar as cadeias, mas também para aumentar a resiliência dos sistemas de cultivo e preservar as produções em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais desafiador”.

A Nestlé informou ainda que cerca de 70% das emissões de carbono da operação no Brasil estão ligadas a ingredientes agrícolas, especialmente nas cadeias de leite, cacau e café.

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