A GreenV apresentou um panorama sobre os principais tipos de carregadores para veículos eletrificados disponíveis no Brasil, destacando fatores técnicos que influenciam a escolha do equipamento. Segundo a empresa, o modelo ideal depende do perfil de uso, da infraestrutura elétrica disponível e das características do veículo.
Com mais de 15 mil pontos residenciais instalados em todos os estados, a companhia projeta ampliar sua atuação até 2026. O levantamento ocorre em um momento de crescimento da mobilidade elétrica no país, o que amplia a demanda por informações sobre sistemas de recarga.
De acordo com a GreenV, o primeiro passo para a escolha do carregador envolve a análise de compatibilidade com o veículo, incluindo tipo de conector e exigências técnicas. Além disso, o consumidor deve considerar onde e com que frequência o equipamento será utilizado. Enquanto modelos portáteis atendem situações emergenciais ou viagens, versões fixas são mais indicadas para uso contínuo.
Os carregadores variam conforme potência, velocidade de recarga e tipo de corrente. No caso dos equipamentos em corrente alternada, conhecidos como AC, a energia utilizada é a mesma da rede residencial, com potência limitada pelo carregador interno do veículo. Já os modelos em corrente contínua, ou DC, realizam a conversão fora do carro, permitindo recargas mais rápidas.
Segundo a empresa, a maior parte dos usuários inicia com carregadores domésticos entre 3,6 kW e 7,4 kW, considerados suficientes para rotinas residenciais e empresariais. Por outro lado, em vias públicas, equipamentos com potência entre 30 kW e 150 kW são mais comuns.
“Nosso objetivo é entregar uma infraestrutura de recarga confiável, segura e personalizada. Ou seja: um passo fundamental para que o carro eletrificado faça parte do dia a dia de mais brasileiros”, afirma Marcos Nogueira, COO da GreenV.
Entre os modelos disponíveis, os carregadores portáteis em corrente alternada são compactos e utilizados como alternativa em deslocamentos. Já os sistemas wallbox, voltados para residências e empresas, operam entre 7,4 kW e 22 kW e permitem maior estabilidade, além de recursos de monitoramento remoto.
Os carregadores rápidos e ultrarrápidos em corrente contínua estão presentes principalmente em rodovias e centros comerciais. No entanto, conforme a GreenV, menos de 10% dos veículos elétricos comercializados no Brasil suportam potências superiores a 70 kW, o que exige atenção à compatibilidade.
No país, os padrões mais utilizados são o Tipo 2 para corrente alternada e o CCS2 para corrente contínua. Apesar da ausência de regulamentação específica, o mercado segue tendências internacionais, o que favorece a interoperabilidade.
“O lançamento de novas marcas de automóveis eletrificados plug-in e o avanço tecnológico no setor reforçam a importância de oferecer soluções completas e acessíveis. A GreenV tem orgulho de ser parte desse movimento, garantindo ao motorista uma experiência fluida desde a compra até o uso da recarga”, destaca Júnior Miranda, CEO da empresa.
A instalação dos equipamentos exige avaliação técnica prévia. Entre os fatores analisados estão a capacidade da rede elétrica, a distância até o ponto de instalação, a necessidade de aterramento e a adequação dos dispositivos de proteção. Segundo a empresa, o investimento médio em instalações residenciais gira em torno de R$ 4.000, podendo variar conforme a complexidade.
Além disso, em condomínios, é necessária autorização da administração, enquanto empresas devem seguir normas específicas de segurança. A manutenção preventiva também é indicada para garantir o funcionamento adequado dos sistemas.
A GreenV aponta que tecnologias como monitoramento remoto, integração com energia solar e gestão por aplicativo têm impulsionado o setor. Em ambientes compartilhados, como condomínios, cresce a demanda por sistemas que permitam a medição individual do consumo.
Para os próximos anos, a empresa projeta maior padronização dos sistemas de acesso aos pontos de recarga. No entanto, desafios como a limitação da infraestrutura elétrica e a necessidade de investimentos em equipamentos de alta potência ainda persistem no país.
O avanço da mobilidade elétrica no Brasil ocorre em paralelo à entrada de novas montadoras no mercado, incluindo marcas como Porsche, Audi, Volkswagen, GWM, BMW, BYD e Leapmotor.
Segundo a GreenV, a escolha adequada do carregador, aliada a uma instalação profissional, contribui para a segurança e eficiência do uso de veículos eletrificados, além de acompanhar a expansão da infraestrutura no país.