Lucro líquido do banco BV cresce 18,6% e alcança R$461 milhões no 3T25

Resultado trimestral mantém ROE em 15% e reflete avanço nas carteiras de crédito e controle da inadimplência
Divulgação/Banco BV
Divulgação/Banco BV

O banco BV registrou lucro líquido recorrente de R$461 milhões no terceiro trimestre de 2025, de acordo com informações divulgadas pela instituição nesta terça-feira (11). No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o lucro somou R$1,4 bilhão, avanço de 18,6% em relação ao mesmo período de 2024. Segundo o banco, o desempenho reflete a execução consistente da estratégia e a estabilidade do retorno sobre o patrimônio (ROE), que se manteve em 15%.

Desconsiderando o efeito da venda de carteira por meio de FIDCs, a carteira de crédito totalizou R$92,6 bilhões, alta de 7,2% em comparação ao terceiro trimestre de 2024. As maiores expansões ocorreram nas carteiras de motos, pesados e novos, com aumento de 29,8%; nos empréstimos com garantia de veículos, que subiram 25,3%; e na carteira de pequenas e médias empresas (PMEs), com crescimento de 25,7%. Já o segmento de veículos leves usados, no qual o BV mantém liderança há 12 anos, avançou 7,7% no período, excluindo o impacto dos FIDCs.

“Estamos fortalecendo nossa atuação nos segmentos estratégicos, gradativamente ampliando a originação de crédito e mantendo a rentabilidade em níveis elevados. O avanço do lucro líquido e a estabilidade do ROE evidenciam a confiança dos clientes e a eficiência do nosso modelo de negócios, sinalizando uma tendência positiva para os próximos trimestres”, afirmou o CEO do BV, Gustavo Sousa.

A originação de empréstimos para veículos leves usados alcançou R$5,4 bilhões, alta de 15,2% sobre o segundo trimestre, mas ainda abaixo dos R$6,4 bilhões do mesmo período de 2024. No segmento de atacado, a carteira ampliada somou R$26,7 bilhões, avanço de 2,8% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. O banco atribuiu o resultado à migração de parte da demanda por crédito das empresas para o mercado de capitais e à maior seletividade na concessão de financiamentos.

O banco digital BV também apresentou crescimento expressivo. A base de depósitos do varejo aumentou 163% e o volume total transacionado (TPV) subiu 38,6% nos nove primeiros meses do ano, reforçando a expansão digital da instituição.

A taxa de inadimplência encerrou o trimestre em 4,8%, 0,4 ponto percentual acima do índice de um ano antes, mas estável em relação ao segundo trimestre. O custo de crédito recuou 12,3% frente ao mesmo período de 2024, enquanto o índice de Basileia avançou 0,5 ponto percentual, atingindo 16,7%.

“Os ajustes da política de crédito que fizemos para fazer frente ao cenário de juros altos foram fundamentais para que mantivéssemos a solidez do nosso balanço. Essas iniciativas levaram à redução do custo de crédito e à manutenção da taxa de inadimplência em níveis controlados, que garantiram a rentabilidade elevada”, afirmou Ronaldo Helpe, diretor financeiro (CFO) do BV.

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