O Ibovespa encerrou esta segunda-feira (3) com alta de 0,61%, aos 150.454,24 pontos, um ganho de 913,81 pontos, no maior nível de fechamento da história. Na máxima do dia, o índice chegou a 150.761,29 pontos, outro recorde histórico intradiário.
Foi a nona sessão consecutiva de valorização, sequência que reforça o bom momento dos ativos de risco brasileiros.
O dólar comercial caiu 0,42%, cotado a R$ 5,357, enquanto os juros futuros (DIs) subiram ao longo de toda a curva.
Otimismo global: tecnologia e IA impulsionam Nova York
Os ganhos em São Paulo acompanharam o bom humor das bolsas norte-americanas. Em Nova York, o S&P 500 e o Nasdaq avançaram apoiados pelo setor de tecnologia, impulsionado por novos anúncios no campo da inteligência artificial (IA).
As ações da Nvidia subiram após a Microsoft informar que recebeu licenças de exportação do governo dos EUA para enviar chips da empresa aos Emirados Árabes Unidos, dentro de um plano de investimento de US$ 15,2 bilhões até 2029.
A Amazon, por sua vez, anunciou acordo de US$ 38 bilhões com a OpenAI para o fornecimento de chips Nvidia, reforçando a posição da AWS no mercado global de computação em nuvem para IA.
O Dow Jones, mais exposto a setores tradicionais, teve desempenho mais moderado. Com o fim do horário de verão nos EUA, as negociações na B3 ganharam uma hora a mais em relação ao mercado americano.
Semana começa com Copom e novos balanços no radar
O início de novembro marca uma semana importante para os mercados brasileiros. Na quarta-feira (5), o Comitê de Política Monetária (Copom) decide o rumo da taxa Selic.
Enquanto isso, o Boletim Focus mostrou nova revisão para baixo das projeções de inflação, pela sexta semana consecutiva, reforçando a expectativa de continuidade do ciclo de queda de juros.
Bancos e Petrobras sustentam alta do Ibovespa
Entre os destaques da sessão, os bancos e a Petrobras ajudaram a empurrar o índice para o novo recorde.
O Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 1,66%, na véspera da divulgação de seu balanço do 3º trimestre, previsto para terça-feira (4) após o fechamento do mercado. O banco deve registrar lucro líquido de R$ 11,8 bilhões, segundo estimativas de analistas, o que representaria um recorde histórico trimestral e reforça a liderança da instituição — que ultrapassou a Petrobras em valor de mercado.
A Petrobras (PETR4) avançou 1,18%, em dia de anúncio de um programa de desligamento voluntário (PDV) que pode envolver mais de mil funcionários. O balanço da estatal será divulgado na quinta-feira (6), após o fechamento do mercado.
Banco do Brasil (BBAS3) subiu 0,82%, Bradesco (BBDC4) ganhou 1,10%, e Santander (SANB11) avançou 1,22%, todos acompanhando o movimento positivo do setor.
A Vale (VALE3) oscilou ao longo do dia e encerrou próxima da estabilidade (+0,14%), após sequência de altas.
Mudanças corporativas e balanços em destaque
A sessão também marcou a estreia do novo ticker da Embraer (EMBJ3), substituindo EMBR3.
As ações da companhia subiram 0,32%, e o balanço trimestral será divulgado nesta terça-feira (4).
A Eletrobras, agora Axia Energia, manteve os tickers ELET3 e ELET6 e teve ganhos de 0,88% e 0,34%, respectivamente. O balanço do 3º trimestre da companhia sai na quarta-feira (5).
Na ponta oposta, Marcopolo (POMO4) caiu 8,11%, reagindo negativamente ao resultado do trimestre, que mostrou receita abaixo das expectativas e volumes domésticos mais fracos.
Perspectivas
Com o índice acima dos 150 mil pontos, os investidores iniciam novembro em clima de otimismo, mas atentos a uma agenda densa de indicadores e balanços. A decisão do Copom, o desempenho das empresas listadas e a trajetória da política monetária global devem definir o tom dos próximos pregões.