Dólar recua 0,40% e fecha a R$ 5,35 com influência de moedas emergentes

Sessão teve baixa liquidez e poucos fatores locais, com investidores à espera da decisão do Copom na quarta-feira (5)
Karola G
Karola G

O dólar fechou em baixa nesta segunda-feira (3) em um pregão de noticiário esvaziado e com pouca oscilação. A moeda norte-americana acompanhou o movimento global de desvalorização frente a divisas de países emergentes, como o peso mexicano e o peso chileno, em um dia de baixa liquidez no mercado doméstico.

O dólar à vista caiu 0,40%, encerrando cotado a R$ 5,3579. No acumulado do ano, a moeda registra queda de 13,29%. Na B3, o contrato futuro para dezembro — atualmente o mais negociado — recuou 0,42%, cotado a R$ 5,3915 às 17h02. O volume de negociação foi considerado reduzido, com cerca de 167 mil contratos movimentados até o fim da tarde.

No câmbio comercial, o dólar foi comprado e vendido a R$ 5,357. Já o dólar turismo terminou o dia cotado a R$ 5,377 na compra e R$ 5,557 na venda.

Durante o dia, a moeda oscilou em margens estreitas. Após atingir a máxima intradia de R$ 5,3835 (+0,07%) às 9h07, o dólar recuou à mínima de R$ 5,3456 (-0,63%) ao meio-dia. À tarde, o real figurava entre as moedas de melhor desempenho global, ao lado do peso mexicano e do peso chileno.

De acordo com analistas, a ausência de fatores internos relevantes fez com que o câmbio seguisse as variações externas. O recuo do dólar coincidiu com a valorização do Ibovespa, que atingiu novo recorde acima dos 150 mil pontos.

A expectativa no mercado doméstico está voltada para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para quarta-feira (5). A previsão majoritária é de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, com atenção às sinalizações da autoridade monetária sobre o início de um possível ciclo de cortes.

Especialistas destacam que o diferencial entre a Selic, em nível elevado, e os juros dos Estados Unidos, que vêm sendo reduzidos pelo Federal Reserve, tem favorecido a entrada de capital estrangeiro no país, contribuindo para a valorização do real.

Pela manhã, o boletim Focus mostrou que as projeções do mercado para o câmbio permaneceram estáveis, com expectativa de R$ 5,41 para o dólar no fim de 2025 e R$ 5,50 no encerramento de 2026.

No cenário internacional, o dólar teve comportamento misto: caiu ante moedas de países emergentes, mas avançou frente a divisas fortes, como o iene, o euro e a libra. Às 17h06, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta de seis divisas — subia 0,04%, a 99,846.

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