Produção nacional de drones reforça papel do Brasil no mercado global

Expansão produtiva, novos modelos de drones e atuação em defesa colocam o país em posição relevante em um mercado global estimado em US$ 67 bilhões até 2029
Divulgação Nauru 1000C ISTAR
Divulgação Nauru 1000C ISTAR

O avanço tecnológico da Xmobots, fabricante brasileira de drones, tem contribuído para ampliar a presença do Brasil no setor global de robótica aérea. Segundo dados da Mordor Intelligence, o mercado mundial deve ultrapassar US$ 67 bilhões até 2029, com crescimento anual composto de cerca de 13,9%, impulsionado por aplicações em agricultura, logística, mapeamento e vigilância.

De acordo com informações do setor, a atuação da empresa envolve todas as etapas do processo produtivo, desde pesquisa e desenvolvimento até certificação e fabricação. Um dos exemplos é a linha Nauru, composta por três modelos, entre eles o Nauru 100 ISTAR, desenvolvido para produção em escala e com foco em portabilidade.

Além disso, a empresa conta com modelos voltados a operações de maior alcance. O Nauru 1000C ISTAR possui autonomia de voo de até 10 horas e integração com sistemas de parceiros. Já o Nauru 500C ISR obteve certificação da Agência Nacional de Aviação Civil para operações noturnas e pode alcançar até 60 quilômetros de comunicação. O Nauru 100D ISTAR também integra o portfólio.

“Essas plataformas demonstram que podemos competir de igual para igual em capacidades e confiabilidade em mercados exigentes”, afirma Thatiana Miloso, Diretora Comercial e de Marketing da marca.

No campo da defesa, a criação da Xmobots Defense marcou a entrada da empresa no desenvolvimento de drones militares em diferentes categorias. Segundo a executiva, essa atuação amplia a participação brasileira em um segmento tradicionalmente dependente de fornecedores externos. “Isso amplia nossa influência e autonomia no ambiente internacional de defesa e tecnologia”, observa.

Apesar do crescimento, especialistas do setor apontam desafios para a consolidação do país como referência global. Entre eles estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa e desenvolvimento, modernizar o ambiente regulatório, reduzir custos de produção e formar profissionais qualificados em engenharia, inteligência artificial e integração de sistemas.

Nesse contexto, o avanço do mercado de robótica aérea também tende a impactar a formação de mão de obra especializada, com reflexos em instituições de ensino, centros de pesquisa e startups ligadas à tecnologia. “O Brasil vive um momento histórico”, destaca Thatiana. “Se conseguirmos sustentar investimentos, políticas de incentivo e parcerias estratégicas, temos todas as condições de nos tornar uma referência global em robótica aérea nos próximos anos”, finaliza.

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