Meta anuncia novas restrições no Instagram e Facebook para adolescentes

Iniciativa faz parte de uma série de medidas para reduzir riscos psicológicos associados ao uso das plataformas
Shutterstock
Shutterstock

O Instagram passará a limitar o conteúdo exibido para usuários com menos de 18 anos, utilizando um sistema de filtros baseado no modelo de classificação norte-americano PG-13, da Motion Picture Association. A medida, anunciada pela Meta nesta terça-feira (14), busca responder a críticas de que a empresa não tem feito o suficiente para proteger adolescentes de conteúdos inapropriados.

De acordo com a Meta, o novo sistema restringirá publicações que contenham linguagem forte, acrobacias perigosas, menções a drogas e outros temas considerados maduros. As mesmas regras também serão aplicadas às ferramentas de inteligência artificial generativas da companhia.

A decisão surge após uma série de críticas e ações judiciais movidas por grupos ativistas e distritos escolares nos Estados Unidos. As reclamações apontam que a empresa não teria protegido adequadamente os jovens usuários nem informado de forma clara os potenciais danos psicológicos das plataformas.

Um relatório divulgado em setembro indicou que muitos dos recursos de segurança lançados pela Meta ao longo dos anos no Instagram não funcionam conforme o esperado ou sequer estão disponíveis. Em agosto, a agência Reuters revelou que a empresa permitia comportamentos inapropriados em chatbots, incluindo conversas com tom “romântico ou sensual”.

Segundo a Meta, todas as contas de adolescentes passarão automaticamente para a configuração PG-13, com a opção de que os pais ajustem para níveis de restrição maiores e configurem limites de tempo de uso. Além disso, adolescentes não poderão interagir com contas que publiquem conteúdo considerado inadequado para a idade.

“Esperamos que essa atualização tranquilize os pais”, afirmou a empresa em nota publicada em seu blog. “Sabemos que os adolescentes podem tentar evitar essas restrições, e é por isso que usaremos tecnologia de previsão de idade para aplicar proteções — mesmo que afirmem serem adultos.”

Em agosto, a Meta já havia anunciado medidas adicionais para proteger menores de idade em seus produtos de inteligência artificial, evitando que sistemas de IA se envolvessem em diálogos sobre temas sensíveis, como flertes, automutilação ou suicídio. Essas ações se somam a uma revisão feita no último ano, que reforçou controles parentais e configurações de privacidade para usuários adolescentes.

As novas configurações começarão a ser implementadas nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá, com previsão de expansão global até o fim do ano. A Meta também informou que medidas semelhantes serão aplicadas ao Facebook.

A mudança ocorre em um contexto de crescente pressão sobre grandes plataformas digitais. Meta, TikTok e YouTube enfrentam atualmente centenas de ações judiciais que questionam o impacto psicológico das redes sociais e o potencial viciante de seus algoritmos. Além disso, autoridades norte-americanas intensificaram a fiscalização sobre o uso de chatbots de IA e seus possíveis efeitos negativos em usuários jovens.

Leia também

Acompanhe tudo sobre

Últimas notícias

Cresce a procura por hotéis como alternativa à locação tradicional

Mudanças de cidade, tratamentos médicos e novas formas de trabalho fortalecem o movimento no país

Brasil encontra velhos conhecidos no Grupo C da Copa do Mundo

Seleção brasileira enfrentará Marrocos, Escócia e Haiti

Ouro delivery movimenta tíquete médio de R$ 39 mil no Brasil

Modelo de entrega de ouro físico cresce no país e amplia acesso ao metal com foco em logística, segurança e conveniência ao investidor