O Spotify retirou mais de 75 milhões de músicas identificadas como “spam”, produzidas com inteligência artificial, nos últimos 12 meses. A empresa informou nesta quinta-feira (25) que intensificou o combate a violações de direitos, com novas políticas de filtragem e exigência de créditos para uso de IA.
Segundo o comunicado, a plataforma passou a atuar de forma mais rigorosa contra faixas que imitam artistas, utilizando um novo sistema para detectar e bloquear deepfakes vocais não autorizados. Além disso, o Spotify trabalha em recursos para revisar com mais rapidez conteúdos suspeitos e perfis secundários de artistas.
Entre as medidas em desenvolvimento está a exigência de transparência nos créditos musicais. A companhia destacou que artistas e detentores de direitos deverão indicar quando e como a inteligência artificial foi utilizada em uma faixa, seja em vocais, instrumentação ou pós-produção.
De acordo com o Spotify, o processo depende de um alinhamento em toda a indústria. A empresa informou que mantém parcerias com distribuidoras como Amuse, CD Baby, DistroKid, Believe, EMPIRE, entre outras, para padronizar a divulgação do uso de IA.
“Enquanto a IA muda a forma como parte da música é feita, nossas prioridades permanecem as mesmas. Estamos investindo em ferramentas para proteger a identidade dos artistas, aprimorar a plataforma e oferecer mais transparência aos ouvintes”, diz o comunicado.
A plataforma reforçou ainda que apoia a liberdade criativa no uso da tecnologia, mas seguirá atuando para impedir práticas fraudulentas que afetem artistas e usuários.