A Apple passou a alertar usuários de iPhone para não utilizarem o Google Chrome como navegador principal. Em seu site oficial, a companhia recomenda que seja feita a troca para o Safari, alegando que o navegador nativo oferece recursos mais avançados de privacidade.
De acordo com a Apple, o Safari protege contra rastreamento entre sites, oculta endereços de IP de rastreadores conhecidos e bloqueia extensões maliciosas. A empresa destaca que, ao contrário do Chrome, o Safari teria mecanismos que realmente contribuem para a preservação da privacidade dos usuários.
A Microsoft também adota postura semelhante. Segundo a empresa, usuários do Windows são incentivados a migrar do Chrome para o Edge, que é promovido como uma alternativa segura baseada na mesma tecnologia do navegador do Google, mas com proteção adicional.
No caso da Apple, a empresa publicou uma lista de verificação comparando o Safari ao Chrome. O material aborda pontos como cookies de rastreamento, mascaramento de IP, proteção contra rastreadores e segurança contra extensões maliciosas. O Safari recebe marcações positivas em todas as categorias, enquanto o Chrome não pontua em nenhuma delas.
Especialistas em tecnologia afirmam que a Apple não aborda na lista a questão da impressão digital, técnica que permite identificar dispositivos de forma única por meio de características coletadas na navegação. Esse método, reintroduzido pelo Google neste ano, não pode ser desativado no Chrome, o que aumenta o nível de rastreamento.
Em 2024, a Apple já havia satirizado o Google em uma campanha chamada “Flock”, referência ao projeto de publicidade FLoC do Chrome, posteriormente substituído pelo Privacy Sandbox. O vídeo destacava o Safari como navegador mais seguro frente a concorrentes que rastreiam dispositivos móveis.
Segundo dados de mercado, Safari e Chrome juntos concentram cerca de 90% da navegação em dispositivos móveis. Mesmo com os alertas da Apple e da Microsoft, o Chrome continua a crescer em participação global, movimento que preocupa a fabricante do iPhone em meio ao avanço das tecnologias de inteligência artificial nos navegadores.