Trump diz que quem defende atos malignos de Moraes também será punido

Departamento de Estado declarou que a inclusão de Viviane Barci de Moraes amplia medidas já aplicadas a 13 brasileiros.
Kevin Lamarque/Reuters
Kevin Lamarque/Reuters

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na tarde desta segunda-feira (22) a aplicação de sanção contra a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Segundo comunicado, ela foi classificada como “facilitadora” das ações atribuídas ao magistrado.

Na nota, o órgão afirmou que “aqueles que protegem e facilitam atos estrangeiros malignos como Moraes ameaçam os interesses dos EUA e também serão responsabilizados”. O texto também aponta que o ministro teria “usado sua posição para instrumentalizar os tribunais, autorizar prisões preventivas arbitrárias e suprimir a liberdade de expressão”.

O Departamento de Estado declarou ainda que as medidas visam “responsabilizar Moraes por abuso de autoridade, criação de um complexo de censura, ataque flagrante a oponentes políticos e prática de graves violações de direitos humanos”.

De acordo com informações divulgadas pelo governo norte-americano, até o momento 13 autoridades brasileiras já foram alvo de sanções. Entre as punições aplicadas estão a revogação de vistos de entrada nos Estados Unidos e, em casos mais severos, a inclusão na Lei Magnitsky, que atinge pessoas acusadas de violações de direitos humanos.

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