Com Chico, Caetano e Gil, protesto reúne multidão em Copacabana contra PEC da Blindagem

Milhares foram à orla neste domingo (21) protestar contra a proposta aprovada pela Câmara e a possibilidade de anistia a condenados por golpe de Estado.
Tânia Rego/Agência Brasil
Tânia Rego/Agência Brasil

Milhares de pessoas ocuparam neste domingo (21) a Praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, em ato contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem e a possibilidade de anistia a condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação em tentativa de golpe de Estado. Entre os condenados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros e aliados.

A manifestação foi organizada após a Câmara dos Deputados aprovar, na última terça-feira (16), a proposta que estabelece a necessidade de autorização das casas legislativas para abertura de processos criminais contra parlamentares.

Durante o ato, os participantes se reuniram na altura do Posto Cinco para acompanhar discursos de lideranças políticas e apresentações musicais de Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Djavan, entre outros artistas. Os manifestantes entoaram frases como “Sem Anistia” e “Viva a democracia”.

Leia também: Milhares protestam em capitais contra anistia a golpistas e PEC da Blindagem

Em sua fala, Caetano Veloso declarou que “a democracia no Brasil resiste” e destacou a vitalidade da cultura nacional. Gilberto Gil afirmou que o país já atravessou situações semelhantes. “Passamos por momentos parecidos sempre em busca da autonomia, o bem maior do nosso povo”, disse.

A aposentada Regina de Brito, de 68 anos, relatou que chegou cedo para acompanhar de perto os artistas. “Eu fui criada na ditadura militar. Sei como era isso. Esses caras acabaram de ser condenados, nem estão cumprindo pena e já querem anistia?”, questionou.

Já o estudante Caio dos Santos, de 16 anos, veio de Duque de Caxias para participar da mobilização. “Acho que essa PEC da Bandidagem é um total desrespeito com a nossa cara. O povo brasileiro não pode assistir calado o que estão fazendo”, afirmou.

Entre os presentes também estava o policial penal aposentado Edson Enio Martins Tonnel, de 75 anos. Ele criticou a decisão da Câmara. “Se a gente não reagir, a Câmara vai se tornar um antro de bandidos. Eu acho que, essa PEC, o Senado deve barrar”, declarou.

A estudante de arquitetura Letícia Rocha, de 20 anos, reforçou a importância da memória histórica. “A gente não pode esquecer nunca do passado. Uma vitória que a gente teve foi a condenação do Bolsonaro”, disse.

Fonte: Agência Brasil

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