A Electronic Arts (EA), desenvolvedora de jogos responsável por franquias como FIFA, Battlefield e The Sims, foi adquirida no final de setembro por US$ 55 bilhões (R$ 294,2 bilhões). O consórcio de aquisição é formado pela firma de private equity Silver Lake Partners, pelo fundo soberano da Arábia Saudita (PIF) e pela Affinity Partners, empresa de private equity liderada por Jared Kushner, genro do ex-presidente norte-americano Donald Trump.
O valor da negociação supera em 22,2% os US$ 45 bilhões (R$ 240,7 bilhões) que correspondem a todo o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraguai.
Esse não é o único caso em que uma transação supera a economia do país vizinho. No mesmo setor, a Microsoft concluiu a compra da Activision Blizzard, produtora de títulos como Call of Duty, por US$ 69 bilhões (R$ 369,1 bilhões). A operação, considerada a maior do mercado de jogos, representa quase o dobro do PIB paraguaio.
Enquanto isso, o Banco Central do Paraguai (BCP) revisou sua projeção de crescimento econômico para 2025, elevando de 4% para 4,4%. O ajuste foi feito diante do desempenho positivo de setores como comércio, serviços e pecuária.
Apesar da perspectiva de crescimento, a comparação com as maiores aquisições corporativas globais mostra um contraste expressivo. Empresas de diferentes segmentos realizaram operações que, em um único movimento, superaram a produção anual de bens e serviços do Paraguai.
No setor energético, a ExxonMobil adquiriu a Pioneer Natural Resources em um acordo de quase US$ 60 bilhões (R$ 321 bilhões). Considerando dívidas, o valor da operação chega a US$ 64,5 bilhões (R$ 344,1 bilhões).
Já a Chevron finalizou a compra da Hess Corporation por US$ 60 bilhões (R$ 321 bilhões), ampliando sua presença em um dos campos petrolíferos da Guiana.