Netanyahu enfrenta plenário esvaziado e protestos durante discurso na ONU

Delegações deixaram o salão em crítica à guerra em Gaza; Brasil participou com keffiyeh em apoio à causa palestina
Jeenah Moon/Reuters
Jeenah Moon/Reuters

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursou nesta sexta-feira (26) na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, diante de um plenário esvaziado. Delegações internacionais abandonaram o salão em protesto contra a condução da ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza.

Entre os que aderiram à manifestação estava a comitiva brasileira, que acompanhou a sessão usando o keffiyeh, tradicional lenço palestino, em sinal de apoio à causa palestina.

Falando em hebraico, Netanyahu afirmou que Israel continuará a ofensiva contra o Hamas e citou os reféns ainda mantidos em Gaza. “Não nos esquecemos de vocês — nem por um segundo”, declarou. O premiê também relembrou o ataque de 7 de outubro de 2023, quando militantes do Hamas mataram cerca de 1.200 pessoas em Israel e sequestraram dezenas. “Grande parte do mundo não se lembra mais do dia 7 de outubro. Mas nós nos lembramos”, disse.

Segundo autoridades palestinas, a resposta militar de Israel já causou mais de 65 mil mortes e destruiu grande parte do território de Gaza.

Durante a fala, Netanyahu foi recebido com aplausos de parte do público, mas também com vaias. Algumas delegações deixaram fotografias de vítimas em seus assentos, em um ato simbólico contra o governo israelense.

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