O especialista em finanças Tiago Feitosa afirmou que investidores com CDBs do Banco Master terão pagamento garantido pelo FGC, desde que dentro dos limites estabelecidos. Segundo ele, o caso envolve cerca de 62 bilhões de reais, valor que corresponde a quase 40 por cento do patrimônio atual do fundo, estimado em aproximadamente 159 bilhões de reais.
O Banco Central nomeou a empresa responsável pela liquidação extrajudicial, que deve organizar e enviar ao FGC a lista completa de credores. Conforme informações do especialista, esse envio costuma ocorrer em até trinta dias úteis, embora o prazo possa ser maior devido ao tamanho da operação.
Após o recebimento da relação de credores, inicia-se o prazo para pagamento. O investidor deverá acessar o aplicativo do FGC, solicitar o ressarcimento e informar os dados bancários necessários. De acordo com Feitosa, a rentabilidade dos títulos será contabilizada somente até esta terça-feira (18), deixando de gerar rendimento a partir de agora.
O especialista destacou que a situação deve reacender o debate sobre o uso do FGC como argumento comercial por instituições financeiras. Segundo ele, a percepção de garantia pode levar parte dos investidores a interpretar o mecanismo como ausência total de risco, o que, na prática, não corresponde à realidade.
Feitosa afirmou que, apesar da dimensão do caso, o FGC possui patrimônio suficiente para honrar a obrigação de cobertura. Agora, investidores devem aguardar a conclusão das etapas de conferência e organização das informações pela entidade, que dará início aos pagamentos conforme o cronograma que será estabelecido.