O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão desta terça-feira (4) operando de forma estável, em compasso de espera pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que será anunciada na quarta-feira (5). Segundo análise de Felipe Cima, especialista da Manchester Investimentos, o movimento reflete a cautela dos investidores diante da definição da nova taxa básica de juros, a Selic.
De acordo com Cima, caso o Banco Central indique a possibilidade de antecipar o ciclo de cortes para janeiro, e não março de 2025, isso pode impulsionar ainda mais o desempenho da bolsa de valores. “Existe a possibilidade desse trade, e isso seria inclusive muito bom para a bolsa de valores, que continuaria a tendência de alta”, afirmou o analista. O Ibovespa superou recentemente a marca simbólica dos 150 mil pontos.
O cenário corporativo também contribuiu para sustentar os ativos de risco. A temporada de balanços segue trazendo expectativas positivas, especialmente entre as grandes companhias listadas na B3. “Acho que todos os resultados devem ser analisados caso a caso, mas é grande a expectativa para que as blue chips entreguem números relevantes e com uma questão adicional no radar: se os dividendos aprovados até o final deste ano vão continuar sendo isentos e a partir do ano que vem taxados”, observou Cima.
No cenário internacional, o analista destacou que o mercado norte-americano opera de forma mais contida. “Sem um acordo comercial, e com o FED menos disposto a cortar juros, acaba que o mercado lá pode ficar mais avesso ao risco”, avaliou.