O Ibovespa teve um dia de ganhos moderados, mas firmes, recuperando nesta quarta-feira (15) o nível dos 142 mil pontos. O avanço foi sustentado principalmente por Vale (VALE3) e papéis do varejo e da construção, mesmo com quedas relevantes de Petrobras e Banco do Brasil, que atuaram como freio para a alta.
O índice de referência da B3 subiu 0,65%, aos 142.603,66 pontos, após oscilar entre 141.153,91 na mínima e 142.905,10 na máxima, com volume financeiro elevado a R$ 45,5 bilhões, impulsionado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa. Na semana, acumula alta de 1,37%, mas ainda cai 2,48% em outubro. No ano, o avanço chega a 18,56%.
BB pressiona após rumores sobre apoio aos Correios
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 1,84%, descolando-se da boa performance do setor bancário, após notícias de que o banco estatal e a Caixa Econômica Federal poderão ser chamados a socorrer financeiramente os Correios, que enfrentam uma crise operacional e passam por reestruturação conduzida pelo governo federal.
Já Petrobras manteve o viés negativo pelo segundo pregão consecutivo: PETR3 caiu 1,40% e PETR4 recuou 0,90%, acompanhando a correção nos preços do petróleo no mercado internacional.
Vale sustenta o índice; varejo ganha fôlego
Na contramão, Vale (VALE3) subiu 1,86%, mesmo diante da queda de 1,46% no minério de ferro em Dalian (China). O papel foi novamente o principal suporte do índice, reforçando o otimismo com a demanda chinesa no curto prazo.
No setor financeiro, o movimento foi positivo: Bradesco (BBDC3 +1,30%, BBDC4 +1,17%) e Santander (SANB11 +1,75%) avançaram, ajudando a equilibrar o pregão.
Entre as maiores altas do dia, destaque para Assaí (ASAI3 +5,98%), MRV (MRVE3 +4,81%) e RD Saúde (RADL3 +4,54%), que se beneficiaram de um giro comprador no varejo e nos papéis ligados ao consumo doméstico.
Na ponta oposta, Embraer (EMBR3) devolveu parte dos ganhos da véspera, caindo 2,44%, enquanto Brava (BRAV3) e Prio (PRIO3) recuaram 2,24% e 2,04%, respectivamente.
Exterior: petróleo em queda e cautela com EUA e China
Lá fora, os contratos futuros de petróleo encerraram em baixa de cerca de 0,7% em Londres e Nova York, pressionados por preocupações com excesso de oferta global e pelas tensões comerciais entre Estados Unidos e China, mesmo com expectativa de um possível encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.
Apesar do cenário misto, a sessão foi de respiro técnico para a Bolsa brasileira, ainda sob a influência da forte volatilidade global e das incertezas fiscais domésticas.