Ibovespa rompe 164 mil pontos e renova recordes históricos em sessão de forte fluxo comprador

Índice atinge máxima intradiária inédita e fecha no maior nível de sua história, impulsionado por Vale, bancos e apetite global por risco
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O Ibovespa mostrou mais uma vez que ainda não encontrou seu teto. Após quase tocar os 162 mil pontos na véspera, o índice não só ultrapassou a marca como avançou pelos 163 mil e chegou aos 164 mil pontos durante a sessão. Na máxima intradiária, atingiu 164.550,77 pontos, o maior nível já registrado pela Bolsa brasileira.

O fechamento consolidou o novo capítulo histórico: alta de 1,67%, aos 164.455,61 pontos, um avanço de 2.708,36 pontos, que superou o recorde anterior estabelecido ontem.

O dólar comercial teve leve queda de 0,04%, a R$ 5,310, enquanto os DIs recuaram de ponta a ponta da curva, refletindo expectativas renovadas de corte da Selic já na reunião de janeiro.

PIB fraco reforça apostas de corte de juros

O PIB do terceiro trimestre cresceu apenas 0,1%, evidenciando desaceleração da atividade e o impacto da política monetária ainda altamente restritiva. O desempenho desigual entre setores reforçou a percepção de que o Banco Central poderá, de fato, iniciar a redução da Selic no início de 2026.

Wall Street opera sem direção

Nos EUA, a sessão foi marcada por baixa amplitude e fechamento negativo dos grandes índices, com os investidores rotacionando posições para small caps — movimento refletido na alta do Russell 2000. Em meio a esse reposicionamento, parte do capital global continua migrando para mercados emergentes, especialmente o brasileiro, ajudando a sustentar o ímpeto do Ibovespa.

A força das blue chips: Vale, Petrobras e bancos lideram o movimento

A Vale (VALE3) voltou a operar com força, acumulando mais uma valorização, de 1,74%, negociada acima dos R$ 70. O bom humor continuou a ecoar mesmo em um dia mais moderado para o minério no exterior.

A Petrobras (PETR4) acompanhou a valorização do petróleo internacional e encerrou em alta de 0,65%, em meio ao leilão do pré-sal realizado nesta quinta — e com atenção do mercado sobre o nível de disposição da estatal no certame.

O setor bancário deu sustentação adicional ao rali. Banco do Brasil (BBAS3) avançou 1,74%, Bradesco (BBDC4) ganhou 1,42%, Itaú Unibanco (ITUB4) subiu expressivos 2,46% e Santander (SANB11) valorizou 1,02%, em um dia de apetite por ações ligadas ao crédito e ao ciclo econômico.

Varejo reage; Magazine Luiza dispara novamente

O varejo voltou ao radar com ganhos relevantes. Magazine Luiza (MGLU3) acelerou mais 3,65%, superando os R$ 11 e prolongando o embalo recente. Na direção oposta, Lojas Renner (LREN3) recuou 2,72%, refletindo movimentos mais seletivos dentro do setor.

Outros destaques corporativos

Minerva (BEEF3) avançou 1,62%, enquanto MBRF (MBRF3) saltou 4,42%, em meio a discussões entre investidores sobre um possível ponto de inflexão no ciclo global do frango e impactos sobre o setor de proteínas.

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