O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (30), último pregão de 2025, encerrando um ano histórico para o mercado acionário brasileiro, marcado por sucessivos recordes e pelo melhor desempenho anual desde 2016. O principal índice da B3 avançou 0,40%, aos 161.125,37 pontos, acumulando ganho de 1,29% em dezembro e expressiva valorização de 33,95% no ano — resultado só inferior ao avanço de 38,93% registrado em 2016.
Durante a sessão, o índice oscilou entre a mínima de 160.491,30 pontos e a máxima de 162.075,04 pontos, em um pregão de baixa liquidez típico de fim de ano. O volume financeiro somou R$ 16 bilhões, bem abaixo da média diária de R$ 24,4 bilhões registrada ao longo de 2025.
Dólar fecha ano em queda expressiva frente ao real
No mercado de câmbio, o dólar comercial teve forte recuo no último pregão do ano, caindo 1,58% e encerrando cotado a R$ 5,4890. Com isso, a moeda norte-americana acumulou desvalorização de 11,17% frente ao real em 2025, refletindo a entrada consistente de recursos estrangeiros no mercado local, especialmente na Bolsa.
Bancos sustentam o índice no fechamento
O desempenho positivo do Ibovespa nesta terça-feira foi amparado principalmente pelo setor financeiro. As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) avançaram 0,65%, enquanto Bradesco (BBDC4) subiu 0,16% e Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 0,92%. O Santander Brasil (SANB11) teve destaque, com alta de 2,10%, em uma sessão amplamente positiva para os bancos.
Vale e Petrobras têm desempenho discreto
Entre as blue chips, a Vale (VALE3) terminou o dia em leve queda de 0,22%, após trocar de sinal algumas vezes ao longo do pregão. O papel refletiu a baixa dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Dalian caiu 0,44%, para 789 iuanes (US$ 112,86) por tonelada.
A Petrobras (PETR4), por sua vez, subiu 0,29%, em uma sessão de oscilações modestas dos preços do petróleo no mercado internacional. Também contribuiu para o desempenho do papel a decisão dos petroleiros da estatal que atuam na Bacia de Campos de encerrar a greve iniciada em 15 de dezembro, após aprovação de uma última proposta de acordo coletivo apresentada pela companhia.
Ajustes de fim de ano marcam ações específicas
Entre os destaques positivos do dia, a Natura (NTCO3) avançou 3,04%, ensaiando uma trégua no último pregão de um ano especialmente difícil para a fabricante de cosméticos. Em 2025, a ação acumulou queda de 41,61%, figurando entre os piores desempenhos do Ibovespa, com perda de 10,13% apenas em dezembro.
Na ponta oposta, a Embraer (EMBJ3) recuou 1,45%, em movimento de ajuste após ter renovado máximas históricas na semana passada, quando suas ações foram negociadas acima de R$ 91 pela primeira vez.