O Ibovespa emplacou uma forte alta nesta terça-feira (2) e renovou seu maior nível da história ao avançar 1,56%, fechando aos 161.092,25 pontos, um salto de 2.480,51 pontos que levou o índice a um patamar jamais alcançado. O movimento foi embalado por um ambiente global mais favorável ao risco, expectativas para a próxima Super Quarta e sinais políticos que reforçaram a leitura positiva dos investidores.
O real acompanhou o humor benigno e o dólar comercial caiu 0,52%, a R$ 5,330, enquanto a curva de juros futuros recuou de ponta a ponta, refletindo maior aposta em cortes de juros nos Estados Unidos e estabilidade na Selic.
Super Quarta no radar e aposta política no pano de fundo
O avanço da Bolsa foi sustentado, principalmente, pelo cenário externo. O Federal Reserve decide na semana que vem a taxa de juros, e parte relevante do mercado voltou a precificar a possibilidade de mais um corte em dezembro. No Brasil, o Banco Central deve manter a Selic em 15% na última reunião do ano, segundo a expectativa majoritária.
Ao mesmo tempo, investidores monitoram a nova aproximação entre o presidente Lula e Donald Trump, com o governo brasileiro buscando negociar retiradas de tarifas que hoje prejudicam a indústria nacional. O setor segue sentindo a combinação de juros elevados e custo tarifário — como mostra a produção industrial, que avançou apenas 0,1% em outubro.
No campo fiscal, o Senado aprovou o andamento do projeto que eleva a tributação de bets e fintechs, alinhado ao desejo do governo de reforçar a arrecadação.
Bancos lideram ganhos; Vale e Petrobras reforçam o ímpeto do índice
As ações do setor financeiro foram destaque absoluto do pregão. O Bradesco (BBDC4) subiu 1,07%; Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 2,23%; e Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 1,63%.
Entre as gigantes, Vale (VALE3) continuou firme, com valorização de 0,82%, enquanto Petrobras (PETR4) virou para alta ao longo do dia e encerrou em +0,69%, amparada por dados de recorde na produção mensal de petróleo no país.
No varejo, Magazine Luiza (MGLU3) liderou o tom otimista com ganho de 2,42%.