O Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta de 0,37%, aos 157.738,69 pontos, muito próximo do recorde de fechamento registrado na última terça-feira (157.748,60). No melhor momento do dia, o índice chegou aos 158.366,25 pontos, repetindo praticamente a máxima histórica intradia. O volume negociado somou R$ 25,8 bilhões.
Na semana, a B3 acumulou valorização de 2,39%, o quinto ganho semanal consecutivo, enquanto no mês o avanço chega a 5,48%. O pregão foi novamente guiado pela safra de balanços do terceiro trimestre, com destaques relevantes em ambas as pontas da curva.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, Localiza (RENT3) avançou 4,78% e figurou entre os principais suportes do índice, um dia após divulgar resultados do 3T25. A companhia destacou que tem comprado veículos novos a preços menores e vendendo usados a valores superiores aos de períodos anteriores, indicando início de um “novo ciclo” de eficiência em 2025.
O setor financeiro apresentou performance diversa. Banco do Brasil (BBAS3) recuou 0,27%, ainda afetado pelos ajustes pós-balanço. Itaú Unibanco (ITUB4) e Santander Brasil (SANB11) avançaram 0,4% e 0,6%, respectivamente, enquanto Bradesco (BBDC4) teve leve queda de 0,05%.
Marfrig (MRFG3) também teve forte desempenho, disparando 11,98% e acumulando a sexta alta consecutiva. A reabertura do mercado chinês para o frango brasileiro deu suporte adicional para expectativas de recuperação nos preços dos produtos in natura.
Fora do Ibovespa, a Oi foi protagonista. As ações ON (OIBR3) subiram 11,11% e as PN (OIBR4) dispararam 24,28%, após decisão monocrática da Justiça do Rio de Janeiro suspender a determinação anterior que havia convertido a recuperação judicial da companhia em falência.
Com a alta do petróleo no exterior — o Brent subiu 2,19%, a US$ 64,39 — Petrobras PN (PETR4) ganhou 0,65%, enquanto PETR3 avançou 0,78%. Além da commodity favorável, há expectativa crescente pela divulgação do novo plano de negócios da estatal no fim do mês.
Na direção oposta, Vale (VALE3) caiu 0,61%, pressionada pela divulgação de dados industriais mais fracos do que o previsto na China. A companhia também informou estimativa de provisão adicional de US$ 500 milhões em 2025, referente às obrigações decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).
Cyrela (CYRE3) subiu 3,86%, apoiada pelo lucro líquido de R$ 609 milhões no 3T25 e projeções internas de melhora no fluxo de caixa. Já CPFL Energia (CPFE3) avançou 2,44%, após reportar aumento de lucro e sinalizar expectativa de solução próxima para ressarcimentos em projetos eólicos.
Na ponta negativa, Yduqs (YDUQ3) caiu 6,94% após divulgar lucro líquido de R$ 98 milhões, queda de 35,5% ano a ano. IRB Brasil (IRBR3) recuou 2,44%, com investidores reagindo à queda de 15% no lucro líquido trimestral.
Fora do índice, Dasa (DASA3) teve um dos melhores desempenhos do pregão, saltando 19,27% após reverter prejuízo e apresentar forte evolução operacional no 3T25, especialmente na vertical de Diagnósticos.