O Ibovespa encerrou esta quarta-feira (12) em leve baixa de 0,07%, aos 157.632,90 pontos, uma queda de 115,70 pontos. É o primeiro recuo do mês, após 15 pregões consecutivos de alta — sequência que não se via desde 1994. Ao longo da sessão, o índice chegou a tocar a mínima de 156.559,71 pontos, mas reagiu parcialmente no fim do pregão.
O dólar comercial voltou a subir após cinco quedas seguidas, com avanço de 0,37%, a R$ 5,292. Os juros futuros (DIs) mantiveram o viés de baixa em toda a curva, refletindo o ambiente de maior confiança no cenário doméstico.
Exterior e cenário macroeconômico
O movimento de correção era esperado, após o forte rali das últimas semanas. A realização de lucros coincidiu com um dia de indefinição nas Bolsas de Nova York, onde os principais índices fecharam mistos. O Nasdaq, pressionado por papéis de tecnologia, teve novo recuo, enquanto o Dow Jones renovou recorde, apoiado pela expectativa de fim do impasse sobre a paralisação do governo norte-americano.
No Brasil, o destaque da agenda foi o diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, que participou de dois eventos ao longo do dia. O dirigente reafirmou que o BC seguirá guiado pelos dados econômicos, evitando qualquer sinalização sobre o rumo da Selic.
Setor bancário e Petrobras pesam no índice
A cautela prevaleceu no setor financeiro, em dia de expectativa pela divulgação dos resultados do Banco do Brasil (BBAS3) após o fechamento do mercado. As ações do BB recuaram 2,85%, acompanhadas por Itaú Unibanco (ITUB4), com baixa de 2,28%, e Bradesco (BBDC4), com queda de 0,26%. Santander (SANB11) terminou praticamente estável, em leve baixa de 0,03%.
Petrobras (PETR4) também pressionou o índice, com recuo de 2,56%, acompanhando a forte queda do petróleo no mercado internacional. Analistas, no entanto, mantêm visão positiva para o papel, após os números do 3T25 e à espera do novo plano de negócios. A queda da estatal foi parcialmente compensada pela alta de Vale (VALE3), que subiu 1,11%, sustentada pela valorização do minério de ferro. No setor siderúrgico, Gerdau (GGBR4) avançou 0,79%.
Balanços corporativos
Entre os balanços do dia, CVC (CVCB3) apresentou retração de 8,33% após indicar redução no ritmo de abertura de lojas. Vamos (VAMO3) também caiu 2,65%, em meio à pressão de custos e maior alavancagem financeira.
Em sentido oposto, B3 (B3SA3) teve alta expressiva de 4,36%, com reação positiva ao lucro acima do esperado no 3T25. Fora do Ibovespa, Gol (GOLL54) disparou 13,40%, após reportar resultados melhores que o previsto, com redução de custos operacionais e ganhos de eficiência.