Ibovespa sobe 0,69% antes do Copom, embalado por corte de juros do Fed e inflação doméstica

Decisão do Federal Reserve, dólar em alta e expectativa pela Selic movimentam sessão marcada por fortes oscilações
Germano Lüders
Germano Lüders

O Ibovespa teve um pregão de recuperação nesta quarta-feira (10) e avançou 0,69%, fechando aos 159.074,97 pontos — um ganho de 1.091,19 pontos em um dia repleto de decisões macroeconômicas. A sessão foi intensa desde a abertura, com investidores acompanhando o anúncio da taxa de juros nos Estados Unidos, a divulgação da inflação no Brasil e aguardando, após o fechamento, o desfecho da reunião do Copom.

O dólar comercial caminhou na direção oposta ao otimismo da Bolsa e subiu 0,62%, a R$ 5,469, destoando do movimento global de enfraquecimento da moeda. Nos juros futuros, o fechamento foi misto, com quedas restritas ao início da curva.

Fed corta juros pela terceira vez consecutiva

O grande evento do dia foi a decisão do Federal Reserve. O BC americano confirmou o terceiro corte consecutivo de 0,25 ponto percentual, como amplamente aguardado, mas o placar dividiu a autoridade monetária: um dirigente votou por um corte maior, de 0,50 pp, enquanto outros dois não queriam corte algum.

O comunicado trouxe projeções mais comedidas, com apenas um corte adicional previsto para 2026 e outro para 2027 — ambos de 0,25 ponto. A percepção do mercado é de que o Fed abre espaço para flexibilização, mas sem pressa.

Blue chips avançam e ajudam o índice a firmar alta

Entre as grandes ações da Bolsa, o desempenho foi de alta generalizada. A Vale (VALE3) teve forte ascensão, disparando 1,83% e ampliando sua influência positiva no índice. A Petrobras (PETR4), após alternar direções durante o pregão, fechou com ganho discreto de 0,25%, acompanhando a firmeza do petróleo no exterior.

O setor bancário voltou a apresentar volatilidade, mas encerrou majoritariamente no azul: Banco do Brasil (BBAS3) avançou 0,51%, Bradesco (BBDC4) subiu 1,78% e Itaú Unibanco (ITUB4) ganhou 0,64%. A única exceção foi o Santander (SANB11), que recuou 0,93%.

Petz dispara após aval do Cade

Fora das blue chips, um dos maiores destaques do dia foi a Petz (PETZ3), que saltou 4,32%. O movimento refletiu a aprovação, ainda que com restrições, da fusão com a Cobasi pelo Cade — um passo decisivo para consolidação no setor de pet shops e varejo especializado.

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