O Ibovespa iniciou dezembro com correção leve, encerrando a segunda-feira (1º) em queda de 0,29%, aos 158.611,01 pontos, após oscilar entre a mínima de 158.029,48 e a máxima de 159.223,92 pontos. Foi um pregão marcado por ajustes naturais depois do rali que levou o índice a marcar recordes em novembro. A liquidez foi moderada, com volume financeiro somando R$ 22 bilhões.
Dólar vira para alta apesar do cenário externo favorável
No exterior, o dólar perdeu força frente às principais moedas globais, especialmente em relação ao iene, após sinalização do presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, de que há condições para um eventual aperto monetário no país asiático.
No Brasil, a moeda americana chegou a cair 0,15% pela manhã, até R$ 5,3274, mas virou para alta durante a tarde, encerrando o dia praticamente no pico: R$ 5,3626 (+0,51%). O mercado seguiu atento à abertura da semana e aos ajustes nos fluxos locais, que acabaram dando suporte à moeda.
Ações dos grandes bancos pressionam o índice
O setor financeiro pesou sobre o Ibovespa. Banco do Brasil (BBAS3) recuou 0,93%, após forte desempenho na sexta-feira. Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 0,78%, Bradesco (BBDC4) perdeu 1,53% e Santander Brasil (SANB11) fechou em baixa de 0,85%. A combinação de realização de lucros e cautela com o ambiente macro manteve o setor no campo negativo.
Mineração e petróleo caminham em direções opostas
Entre as blue chips, Petrobras encerrou em alta (PETR4) subiu 0,19% e PETR3 ganhou 0,63% — acompanhando o avanço do petróleo no exterior. A estatal também anunciou reajuste de 3,8% no preço do querosene de aviação (QAV) vendido a distribuidoras, válido a partir desta segunda-feira.
Já Vale (VALE3) avançou 0,77%, apoiada pela alta dos futuros do minério de ferro na China. O contrato mais líquido na Bolsa de Dalian subiu 1,14%, para 801 iuanes (US$ 113,24) a tonelada, puxado por forte demanda por cargas de teor médio.
Consumo, varejo e setor de proteínas têm dia de correções
No setor de proteínas, MBRF (MBRF3) caiu 5,02%, aprofundando o movimento de correção iniciado em meados de novembro, quando os papéis atingiram R$ 26,83. Minerva (BEEF3) também recuou, com queda de 2,89%.
No varejo, Lojas Renner (LREN3) avançou 0,06%, após analistas do Citi incluírem o papel em um monitoramento de catalisadores de curto prazo, citando um possível anúncio de dividendos ou recompra. Em sentido contrário, C&A (CEAB3) caiu 4,28%.
Movimentos relevantes em corporativas
RD Saúde (RADL3) caiu 2,29%, em meio à avaliação do mercado sobre proposta de aumento de capital de R$ 750 milhões, via bonificação de ações em 2%. A empresa também detalhou suas expectativas de abertura de lojas para 2026.
Eneva (ENEV3) teve um dos desempenhos mais fortes do pregão, saltando 3,42%, após entrar em uma carteira recomendada do BTG Pactual para dezembro. O Santander reiterou recomendação “outperform”, com preço-alvo de R$ 25,40.
Fora do índice, Méliuz (CASH3) caiu 3,23%, pressionada pela queda do bitcoin, que voltou a operar abaixo dos US$ 90 mil.