O dólar manteve estabilidade nesta sexta-feira (5), quando o dólar à vista foi cotado perto de R$ 5,31, conforme boletim divulgado por Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas. A cotação refletiu a expectativa de que o Federal Reserve possa anunciar em breve um corte nas taxas de juros, movimento que tende a reduzir a força da moeda norte-americana.
Segundo o boletim, a ligeira suavização do dólar acompanha o cenário internacional, no qual a possibilidade de juros mais baixos nos Estados Unidos gera pressão sobre a divisa e impulsiona outras moedas. Mesmo com as incertezas externas, o real vem registrando desempenho consistente nos últimos meses, conforme indicado por fatores como oferta de moeda no mercado e maior atratividade de ativos domésticos.
Ainda de acordo com Gusmão, o ambiente global com juros menores pode favorecer certa valorização do real. No entanto, o mercado segue atento a dados econômicos internos e eventuais intervenções cambiais que podem alterar o movimento observado no curto prazo.
No mercado de ouro, o metal abriu a sexta-feira (5) em leve alta, com valorização de cerca de 0,5% sobre o fechamento anterior. De acordo com Mauriciano Cavalcante, diretor de Ouro da Ourominas, a onça-troy estava cotada em aproximadamente US$ 4.227,35, influenciada pelo dólar mais fraco e pelas expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve.
Cavalcante afirmou que o cenário reforça o papel do ouro como alternativa buscada por investidores em períodos de incerteza, já que a desvalorização do dólar reduz o custo do metal para compradores de outras moedas. A perspectiva de juros menores nos Estados Unidos também diminui o custo de oportunidade para quem mantém ativos sem rendimento, como o ouro.
Apesar da alta pontual, o boletim aponta leve queda acumulada na semana, o que demonstra cautela entre investidores que aguardam novos indicadores econômicos nos Estados Unidos. Dados como os de inflação podem influenciar a decisão do Federal Reserve, afetando diretamente o comportamento do metal.
No panorama mais amplo, conforme informações de Cavalcante, 2025 se aproxima de registrar um dos desempenhos mais positivos para o ouro. A demanda por barras, moedas e ETFs tem ganhado força diante do enfraquecimento do dólar, das tensões geopolíticas e das incertezas econômicas nas principais economias do mundo.