O dólar iniciou o dia em alta, influenciado pela divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, conhecido como payroll, que veio acima das expectativas do mercado. A avaliação consta no boletim sobre o câmbio assinado por Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas, divulgado nesta quarta-feira.
Segundo o relatório americano citado no boletim, a economia dos Estados Unidos criou 64 mil vagas de trabalho em novembro, acima das projeções que variavam entre 40 mil e 50 mil. Além disso, a taxa de desemprego ficou entre 4,5% e 4,6%, também acima do esperado. De acordo com Elson Gusmão, o resultado reforça a percepção de que o Federal Reserve pode manter os juros elevados por mais tempo, reduzindo a probabilidade de cortes mais agressivos em 2026.
No Brasil, conforme o boletim da Ourominas, o dólar abriu em torno de R$ 5,50. O movimento reflete tanto o fortalecimento global da moeda americana quanto a postura cautelosa dos investidores após a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária. Segundo o documento, o Copom reforçou a necessidade de prudência na condução da política monetária.
Ainda de acordo com Elson Gusmão, o fluxo cambial segue marcado por saídas típicas do fim de ano e por ajustes técnicos diante de uma agenda econômica carregada. Investidores acompanham indicadores de inflação na zona do euro, discursos de dirigentes do Federal Reserve e leilões de swap cambial realizados pelo Banco Central.
O sentimento predominante no mercado, segundo o boletim de câmbio, é de cautela. Embora as bolsas internacionais apresentem apetite moderado ao risco, os agentes avaliam que o ciclo de cortes de juros nos Estados Unidos não está descartado, mas tende a ser mais gradual.
Ouro mantém estabilidade com viés defensivo, aponta boletim da Ourominas
No mercado de metais preciosos, o boletim sobre o ouro assinado por Mauriciano Cavalcante, diretor de Ouro da Ourominas, indica que o metal abriu o dia em leve alta no exterior, negociado a US$ 4.332,70 a onça. Segundo o relatório, o movimento reflete a busca por proteção em meio às incertezas sobre a política monetária dos Estados Unidos e às tensões geopolíticas.
No Brasil, conforme o boletim, a cotação do ouro à vista girou em torno de R$ 748,84 por grama de ouro 24 quilates, praticamente estável em relação ao fechamento anterior, com leve variação negativa. De acordo com Mauriciano Cavalcante, o comportamento indica fluxos equilibrados, sem grandes pressões de compra ou venda.
O boletim destaca que o apetite por ativos considerados seguros permanece moderado. A expectativa em torno dos próximos dados de inflação nos Estados Unidos e na zona do euro mantém os investidores atentos, uma vez que sinais sobre o ritmo futuro da política monetária americana são considerados decisivos para o comportamento do ouro.
Segundo Mauriciano Cavalcante, mesmo com bolsas operando em alta, o ouro segue sustentado em patamares elevados. O movimento reflete tanto a proteção contra riscos macroeconômicos quanto ajustes técnicos de fim de ano, em um ambiente de volatilidade moderada no mercado internacional.