O dólar apresentou leve alta nesta sessão, sendo cotado a R$ 5,56, frente ao fechamento anterior de R$ 5,54. O movimento reflete um mercado marcado pela cautela, influenciado pelo cenário fiscal brasileiro e por fatores externos que seguem no radar dos investidores, conforme boletim divulgado nesta segunda-feira (29) pela Ourominas.
Durante a manhã, o dólar comercial oscilou entre R$ 5,52 e R$ 5,57, sem movimentos bruscos. De acordo com o boletim de câmbio, o fluxo segue equilibrado, sem sinais consistentes de entrada ou saída de recursos. Além disso, o Banco Central continua realizando operações pontuais de leilões de dólares, com o objetivo de reduzir a volatilidade.
O sentimento predominante no mercado é de cautela, especialmente em função da proximidade do fim do ano e da expectativa por definições no cenário político interno. A confirmação da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026 gerou algum ruído, porém, segundo a avaliação do mercado, sem impacto imediato relevante sobre o câmbio.
No ambiente externo, investidores acompanham os sinais do Federal Reserve sobre o ritmo de cortes de juros previstos para 2026. Esse fator segue como um dos principais determinantes do apetite ao risco e dos fluxos para mercados emergentes, incluindo o Brasil.
Na agenda doméstica, os dados fiscais do governo federal e os indicadores de confiança empresarial concentram as atenções. Já no exterior, os destaques são os números de atividade econômica nos Estados Unidos e na Europa, além das falas de dirigentes do Federal Reserve e do Banco Central Europeu. A expectativa é de desaceleração moderada da economia global, reforçando a leitura de que os juros devem iniciar um ciclo de queda no próximo ano.
Segundo o boletim, o cenário internacional permanece como principal vetor para o comportamento do dólar. A combinação entre expectativas de política monetária nos Estados Unidos e a percepção de desaceleração da economia brasileira mantém a moeda norte-americana em patamar elevado, embora sem tendência clara de valorização ou desvalorização mais intensa.
Ouro mantém trajetória de alta em meio à busca por proteção
O ouro iniciou o dia cotado a US$ 4.552,70 por onça no mercado internacional e a aproximadamente R$ 813,28 por grama no Brasil, registrando leve alta em relação ao fechamento anterior. O metal segue sendo procurado como ativo de proteção em um ambiente global marcado por incertezas.
No mercado internacional, a valorização moderada do ouro reflete a busca por segurança diante das indefinições sobre a política monetária dos Estados Unidos. A expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve em 2026 sustenta a demanda pelo metal, que tende a se beneficiar em cenários de juros mais baixos.
No Brasil, a grama do ouro 24 quilates apresenta variação positiva em relação ao fechamento da semana passada. O boletim aponta que o fluxo doméstico indica procura consistente por proteção patrimonial, especialmente em um contexto de volatilidade cambial e incertezas políticas.
O sentimento entre os investidores permanece cauteloso, com a alocação equilibrada entre ativos de risco e instrumentos considerados defensivos, como o ouro. O volume negociado segue firme, sinalizando a migração parcial de recursos para o metal diante da percepção de desaceleração da economia global.
O cenário geopolítico também segue no radar. Declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando avanços nas tratativas de paz com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, trouxeram alívio pontual aos mercados. No entanto, as incertezas relacionadas ao conflito permanecem, o que reforça a busca por ativos considerados mais seguros.
Na agenda do dia, os investidores acompanham a divulgação de dados de confiança empresarial no Brasil, além de indicadores de atividade econômica nos Estados Unidos e na Europa. As falas de dirigentes do Federal Reserve e do Banco Central Europeu também podem influenciar as expectativas sobre o ritmo de cortes de juros.
De acordo com a Ourominas, o cenário internacional segue como principal fator de sustentação do ouro. A combinação entre expectativas de política monetária mais branda nos Estados Unidos e os riscos geopolíticos mantém o metal em níveis elevados, reforçando seu papel como instrumento de proteção em períodos de transição econômica e política.