Dólar sobe a R$ 5,20 com tensão entre EUA e Irã

Moeda avança nesta segunda-feira (2) em meio a cautela global, enquanto ouro dispara quase 3% impulsionado por busca por proteção
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O dólar abriu esta segunda-feira (2) cotado a R$ 5,14 e passou a operar próximo de R$ 5,20 ao longo do pregão, em alta frente ao fechamento anterior. Segundo Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas, o movimento ocorre em meio à cautela global e à escalada das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, que ampliaram a percepção de risco nos mercados internacionais.

De acordo com o boletim de câmbio divulgado pela Ourominas, a moeda norte-americana acompanha o cenário externo após dias de menor apetite ao risco. Além disso, relatórios recentes indicam retirada de pressão compradora e presença moderada de fluxos estrangeiros para o Brasil, fator que contribuiu para sustentar o real nas últimas sessões.

No exterior, investidores monitoram os desdobramentos das tensões comerciais envolvendo os Estados Unidos e os efeitos da política tarifária americana. Conforme analistas, o ambiente voltou a provocar volatilidade em moedas de países emergentes. Ao mesmo tempo, o mercado aguarda as próximas decisões de política monetária do Federal Reserve, diante de sinais de desaceleração moderada da economia norte-americana, o que pode reforçar apostas de cortes graduais de juros ao longo do semestre.

No Brasil, a agenda inclui indicadores de inflação e atividade, como o IPCA-15 e dados de varejo e serviços divulgados na semana anterior pelo IBGE. Já no exterior, números do mercado de trabalho dos Estados Unidos e discursos de dirigentes do Fed podem influenciar o câmbio durante o dia, além do desempenho das bolsas globais e da volatilidade em commodities como petróleo e grãos.

Tensão geopolítica pressiona mercados

O mercado de câmbio também reage ao aumento das tensões no Oriente Médio. No fim de semana, Estados Unidos e Israel realizaram ataque coordenado contra o Irã, com explosões registradas em Teerã e em outras cidades iranianas, incluindo alvos militares estratégicos. Segundo informações divulgadas internacionalmente, o aiatolá Ali Khamenei e outros líderes iranianos morreram na ofensiva.

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e bases americanas, ampliando a instabilidade regional. Além disso, houve interrupção temporária do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o abastecimento global. O cenário elevou a busca por ativos considerados mais seguros e aumentou a volatilidade em moedas emergentes.

Assim, o real permanece sensível à evolução do conflito e a eventuais desdobramentos diplomáticos ou militares ao longo da sessão.

Ouro avança quase 3% com busca por proteção

No mercado de metais preciosos, o ouro abriu o dia negociado a US$ 5.364,5 por onça troy nos contratos futuros e passou a operar próximo de US$ 5.403,19, alta de 2,96%. Segundo Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas, o movimento reflete o aumento da demanda por proteção diante do cenário geopolítico.

De acordo com o boletim da instituição, o metal vem renovando máximas recentes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela queda nos rendimentos dos Treasuries, o que amplia a atratividade do ouro. O volume de negociação dos contratos futuros supera 103 mil contratos, indicando fluxo comprador elevado.

No exterior, o mercado acompanha novas leituras de inflação nos Estados Unidos e discursos de dirigentes do Federal Reserve, que podem alterar as projeções para os juros. Conforme analistas, o ouro tende a se fortalecer em cenários de taxas mais baixas.

No Brasil, o preço do metal acompanha o movimento externo e também é influenciado pela variação do dólar. Dessa forma, investidores seguem atentos ao comportamento dos juros americanos, ao noticiário geopolítico e ao apetite global por risco, fatores que devem direcionar o mercado ao longo do pregão.

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