Dólar sobe a R$ 5,15 com foco na inflação dos EUA

Mercado ajusta posições após volatilidade recente, enquanto investidores acompanham dados de preços nos Estados Unidos e sinais do Federal Reserve sobre juros
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O dólar registrou leve alta nesta sexta-feira (27), sendo cotado a R$ 5,15 no mercado à vista. O movimento ocorre em meio a ajustes de posições após sessões recentes de volatilidade, enquanto investidores acompanham indicadores de inflação nos Estados Unidos e declarações de dirigentes do Federal Reserve sobre os próximos passos da política monetária.

Segundo Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas, o mercado mantém postura cautelosa. De acordo com ele, o fluxo segue misto, com parte dos agentes adotando posição defensiva diante do cenário externo. Por outro lado, investidores estrangeiros ampliaram a exposição a ativos de países emergentes nos últimos dias, o que contribuiu pontualmente para o alívio do real em sessões anteriores.

No cenário internacional, as atenções estão voltadas para a divulgação do índice de preços ao produtor, conhecido como PPI, e para discursos de dirigentes do Federal Reserve. Esses eventos podem influenciar as expectativas sobre cortes ou manutenção dos juros nos Estados Unidos. Indicadores recentes geraram incertezas sobre o ritmo futuro da política monetária, mantendo o dólar em trajetória volátil no exterior.

No Brasil, investidores monitoram dados fiscais e novas leituras de inflação, que impactam a percepção sobre a condução da política monetária doméstica. Além disso, o ambiente político também entra no radar, uma vez que eventuais tensões podem afetar a formação da taxa de câmbio.

A agenda desta sexta-feira (27) reúne indicadores econômicos no Brasil e no exterior, incluindo dados de inflação, números fiscais e relatórios de atividade nos Estados Unidos e na Europa. Esses fatores influenciam o apetite ao risco e direcionam os fluxos cambiais no curto prazo.

Ouro avança com mercado atento a rendimentos dos Treasuries

A onça-troy do ouro apresentou leve alta nesta sexta-feira (27), sendo negociada a US$ 5.173,15, avanço de 0,16% em relação ao fechamento anterior. O movimento ocorre em um ambiente de divisão entre busca por proteção e ajustes após oscilações recentes nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano.

Segundo Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas, o metal abriu o dia a US$ 5.164,96, operando dentro da faixa entre US$ 5.164,31 e US$ 5.181,76. Conforme ele, o mercado mantém tom de cautela, refletindo incertezas em torno da política monetária dos Estados Unidos e das tensões comerciais recentes.

Investidores também acompanham o comportamento dos rendimentos dos Treasuries, considerados o principal fator de influência sobre o ouro. Quedas nos yields tendem a sustentar o preço do metal, enquanto altas reduzem o apelo do ativo. Além disso, oscilações do dólar contribuem para a dinâmica das cotações.

No exterior, discursos de dirigentes do Federal Reserve e indicadores econômicos norte-americanos permanecem no radar, pois podem alterar as expectativas sobre juros. Dados de inflação, atividade econômica e o desempenho das bolsas globais também influenciam o fluxo em ativos considerados de proteção.

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