Dólar reverte alta e passa a cair com cautela do mercado e tensão externa

Moeda americana abriu em alta nesta segunda-feira (9), mas passou a recuar ao longo do pregão em meio à cautela de investidores, dados dos EUA no radar e tensões geopolíticas no Oriente Médio
Karolina Gabrowski
Karolina Gabrowski

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (9) em alta, cotado a R$ 5,27, mas passou a recuar ao longo do pregão e chegou a ser negociado em torno de R$ 5,23. O movimento ocorre em meio à cautela dos investidores diante de incertezas no cenário internacional e ajustes de posições após oscilações recentes no mercado cambial.

Segundo Elson Gusmão, diretor de câmbio da Ourominas, o comportamento da moeda reflete um ambiente de cautela nos mercados. Conforme o especialista, o fluxo de capital permanece misto, com parte dos investidores direcionando recursos para ativos considerados mais seguros, o que tende a favorecer o dólar frente a moedas de países emergentes.

Além disso, o cenário internacional segue influenciando o desempenho da moeda. De acordo com analistas do mercado financeiro, expectativas em relação à política monetária dos Estados Unidos permanecem no radar. Dados recentes do mercado de trabalho e indicadores de atividade econômica norte-americanos são acompanhados por investidores em busca de sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve.

Segundo avaliações do mercado, qualquer indicação de manutenção de juros elevados por um período mais longo tende a fortalecer o dólar globalmente. Por isso, a divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos segue sendo acompanhada de perto pelos investidores.

Na agenda econômica desta segunda-feira (9), o mercado observa indicadores relevantes que podem impactar o câmbio, incluindo dados de atividade e inflação nos Estados Unidos, além de informações relacionadas a emprego e consumo.

Ao mesmo tempo, fatores geopolíticos também influenciam o humor dos investidores. Conforme o noticiário internacional, o mercado acompanha tensões no Oriente Médio após discussões entre Estados Unidos e Israel sobre uma possível operação para garantir o controle de estoques de urânio no Irã.

No Brasil, investidores também monitoram a agenda econômica doméstica e possíveis declarações de autoridades sobre política fiscal e monetária. Segundo analistas, o comportamento do dólar ao longo do dia tende a permanecer sensível ao fluxo de capital estrangeiro e às notícias do cenário externo.

Ouro mantém estabilidade em meio a incertezas globais

No mercado de metais preciosos, o ouro apresenta variação limitada após oscilações recentes. Segundo Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas, o metal opera próximo da estabilidade no mercado internacional, sendo negociado perto de US$ 5.119,09 por onça-troy.

De acordo com o economista, o fortalecimento do dólar e a alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos tendem a reduzir a atratividade do ouro, uma vez que elevam o retorno de ativos considerados concorrentes ao metal.

No mercado doméstico, o ouro à vista de 24 quilates é negociado em torno de R$ 875 por grama. Apesar das pressões relacionadas ao dólar mais forte, a demanda por proteção continua sustentando os preços do metal.

Conforme analistas, fatores geopolíticos também contribuem para manter o interesse dos investidores no ouro. Entre os elementos acompanhados pelo mercado estão as tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, além de preocupações relacionadas à inflação global.

Além disso, investidores seguem atentos a sinais sobre a trajetória da política monetária norte-americana. Segundo o mercado financeiro, a possibilidade de manutenção de juros elevados por mais tempo tende a limitar ganhos do ouro no curto prazo.

Por outro lado, cenários de instabilidade geopolítica e volatilidade nos mercados financeiros continuam estimulando a procura pelo metal como ativo de proteção.

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