O dólar abriu em queda nesta terça-feira (31), cotado na faixa de R$ 5,22 e oscilando ao redor de R$ 5,23 no início dos negócios. Segundo boletim da Ourominas, o movimento reflete maior apetite por risco, com redução de posições defensivas na moeda norte-americana, entrada de fluxo em emergentes e atuação de exportadores na venda de divisas. No mercado doméstico, a agenda econômica também mantém atenção sobre o Caged, cuja expectativa gira em torno de 270 mil vagas formais criadas em fevereiro.
No exterior, o mercado repercute sinais de possível avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã, após declarações do presidente Donald Trump sobre abertura para um acordo, mesmo diante das restrições no Estreito de Ormuz. Conforme analistas, a leitura trouxe alívio parcial aos ativos globais, embora a instabilidade permaneça após novos episódios envolvendo embarcações no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, a alta do petróleo sustenta o humor dos mercados e influencia moedas de países emergentes.
Nos Estados Unidos, os investidores acompanham o relatório JOLTS, indicador de vagas em aberto que serve como termômetro do mercado de trabalho. O consenso aponta para cerca de 6,89 milhões de postos, nível ainda considerado elevado e que pode reforçar a percepção de resiliência da economia americana, com impactos sobre as apostas para os juros do Federal Reserve.
Já o ouro iniciou a sessão em alta no mercado internacional. A onça-troy foi negociada ao redor de US$ 4.610, enquanto no Brasil o metal à vista de 24 quilates ficou próximo de R$ 763 por grama. O avanço ocorre em meio à busca por proteção diante das incertezas geopolíticas e da expectativa por novos indicadores econômicos nos EUA, que podem alterar a trajetória dos juros e, por consequência, a atratividade do metal.
A combinação entre tensão geopolítica, dados de emprego e oscilação do dólar deve seguir ditando o ritmo dos negócios ao longo do dia. Dessa forma, câmbio, petróleo e ouro permanecem no radar dos investidores, especialmente diante de qualquer sinal novo vindo do Oriente Médio ou dos indicadores americanos.