O dólar abriu em leve alta nesta quinta-feira (19), mas passou a apresentar tendência de queda ao longo da manhã, sendo cotado a R$ 5,23. O movimento ocorre em meio à cautela dos investidores diante da agenda econômica no Brasil e no exterior, além das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã.
Segundo Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas, o fluxo no mercado cambial registra entradas moderadas, porém sem direção definida. De acordo com ele, os agentes preferem aguardar a divulgação de novos dados antes de assumir posições mais firmes.
No cenário doméstico, o mercado acompanha as expectativas sobre possíveis medidas fiscais do governo. Além disso, discussões políticas e articulações no Congresso seguem no radar, já que podem influenciar a percepção de risco dos investidores.
No exterior, os participantes monitoram os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e discursos de dirigentes do Federal Reserve. A expectativa predominante é de manutenção da taxa de juros. No entanto, qualquer sinalização de mudança na condução da política monetária pode alterar o apetite ao risco global.
Ao mesmo tempo, o mercado observa o desempenho das commodities, especialmente petróleo e minério de ferro. Esses ativos impactam diretamente moedas de países emergentes, como o Brasil, o que contribui para a volatilidade no câmbio.
Ouro opera estável e mantém busca por proteção
O ouro iniciou o dia em leve alta, negociado a US$ 5.011 por onça troy, equivalente a cerca de R$ 26.234. O valor por grama está próximo de R$ 846, praticamente estável em relação ao fechamento anterior, indicando um mercado em compasso de espera.
Conforme Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas, o movimento reflete a busca por proteção em meio às incertezas globais. Segundo ele, há demanda consistente pelo metal, embora sem grandes oscilações, o que demonstra apetite por risco ainda limitado.
Na agenda internacional, os investidores também acompanham os dados de emprego nos Estados Unidos e os pronunciamentos de membros do Federal Reserve. O ouro costuma reagir às expectativas sobre juros, já que mudanças na política monetária influenciam o comportamento dos ativos considerados seguros.
Além disso, as tensões entre Estados Unidos e Irã e as oscilações nas commodities energéticas permanecem no radar. No Brasil, o câmbio e os indicadores fiscais também interferem na formação de preços, uma vez que a valorização ou desvalorização do real afeta diretamente a cotação do metal em moeda local.
Dessa forma, tanto o dólar quanto o ouro operam sob influência de uma agenda econômica e política intensa, com investidores adotando postura cautelosa enquanto aguardam novos sinais sobre o cenário fiscal e monetário.