Dólar sobe 0,43% e fecha a R$ 5,38 com cautela após fala de Powell e avanços no acordo EUA-China

Moeda norte-americana avançou nesta quinta-feira (30) acompanhando o fortalecimento global do dólar, em meio à repercussão da decisão do Federal Reserve e às negociações comerciais entre EUA e China
Walter Campanato/Agência Brasil
Walter Campanato/Agência Brasil

O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (30), acompanhando o movimento de valorização global da moeda norte-americana. O avanço refletiu a cautela dos investidores após os comentários do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, e as expectativas sobre o andamento do acordo comercial entre Estados Unidos e China.

A moeda norte-americana à vista subiu 0,43%, encerrando o dia cotada a R$ 5,3814. No acumulado do ano, o dólar registra queda de 12,91%. Na B3, o contrato futuro para novembro, o mais negociado, avançou 0,43%, negociado a R$ 5,3825 às 17h02.

No câmbio comercial, o dólar foi comprado e vendido a R$ 5,381. Já o dólar turismo encerrou o dia com compra a R$ 5,415 e venda a R$ 5,595.

De acordo com analistas, o mercado ainda repercutia as declarações de Powell, feitas na tarde de quarta-feira (29), que reforçaram a percepção de que o Fed pode manter a taxa de juros entre 3,75% e 4,00% em dezembro. Apesar disso, a probabilidade de novo corte de 25 pontos-base continua sendo majoritária, conforme precificação do mercado.

Os efeitos das sinalizações do Fed impactaram os ativos nesta quinta-feira. O dólar avançou ante a maioria das moedas estrangeiras, sustentado pela possibilidade de que os juros americanos não sofram novo corte em dezembro. Paralelamente, os rendimentos dos Treasuries registraram ganhos firmes, acompanhando o movimento de cautela.

No cenário internacional, as negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China também influenciaram os mercados. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que chegou a um acordo com o presidente chinês, Xi Jinping, para reduzir tarifas de importação de 57% para 47%. Em contrapartida, a China se comprometeu a reprimir o comércio ilícito de fentanil, retomar as compras de soja americana e manter as exportações de terras raras.

A combinação entre as incertezas sobre a política monetária dos Estados Unidos e as sinalizações positivas nas relações comerciais com a China manteve o dólar em patamar elevado no Brasil e em outras economias emergentes.

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