O dólar encerrou a sexta-feira (26) em leve alta frente ao real, em um pregão marcado por liquidez reduzida após o feriado de Natal e pela combinação de fatores políticos e técnicos no mercado de câmbio. A moeda norte-americana avançou 0,25% no mercado à vista e fechou cotada a R$ 5,5451. Na semana encurtada pelo feriado, o dólar acumulou valorização de 0,26%, enquanto no resultado do ano ainda registra queda de 10,26%.
Ao longo do dia, o mercado reagiu à confirmação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) será o nome apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na disputa presidencial de 2026. A sinalização reforçou a percepção de incerteza política, mantendo os investidores cautelosos e dando sustentação às cotações do dólar no início do pregão.
A moeda chegou a ganhar força logo pela manhã, após Bolsonaro reiterar, por meio de uma carta escrita antes de passar por cirurgia em Brasília, a escolha do filho como candidato. A indicação já havia sido antecipada no início do mês, e desde então Flávio Bolsonaro tem buscado interlocução com agentes do mercado financeiro, em tentativa de reduzir resistências.
O avanço do dólar, no entanto, perdeu intensidade ao longo da manhã, após a atuação do Banco Central. A autoridade monetária realizou dois leilões simultâneos de linha, com venda total de US$ 2 bilhões em dólares com compromisso de recompra. No primeiro leilão, foram vendidos US$ 1,5 bilhão, com recompra prevista para fevereiro, enquanto no segundo o volume foi de US$ 500 milhões, com vencimento em maio de 2026. As operações ajudaram a ampliar a oferta de moeda e limitaram movimentos mais fortes no câmbio.
No mercado futuro, o contrato de dólar para janeiro, o mais negociado na B3, encerrou o dia em alta de 0,34%, aos R$ 5,5490. No segmento comercial, a divisa terminou a sessão com compra a R$ 5,543 e venda a R$ 5,544, refletindo um ambiente de ajustes pontuais e cautela diante do noticiário político e da menor participação dos investidores no período de fim de ano.