O dólar registrou queda pela quarta sessão consecutiva nesta segunda-feira (10), acompanhando o movimento global de otimismo nos mercados após o avanço, no Senado dos Estados Unidos, de uma medida que busca pôr fim à paralisação do governo norte-americano, que já dura 40 dias.
O dólar à vista encerrou o dia em baixa de 0,51%, cotado a R$ 5,3076 na venda — o menor valor desde 23 de setembro, quando fechou a R$ 5,2787. Em 2025, a moeda acumula queda de 14,10%.
Na B3, o contrato de dólar futuro para dezembro — o mais negociado — cedeu 0,52%, encerrando o dia a R$ 5,3280. No câmbio comercial, a moeda foi comprada e vendida a R$ 5,307, enquanto o dólar turismo terminou cotado a R$ 5,427 na compra e R$ 5,607 na venda.
O movimento de desvalorização da moeda americana acompanhou o cenário internacional, onde o dólar também recuava frente a outras divisas emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno. A moeda norte-americana também apresentava leve fraqueza diante de divisas fortes. Às 17h13, o índice do dólar (DXY) — que mede o desempenho da divisa ante uma cesta de seis moedas — caía 0,16%, a 99,575.
O avanço da proposta no Senado norte-americano trouxe alívio aos mercados financeiros. A medida busca financiar o governo até 30 de janeiro, além de incluir um pacote de dotações orçamentárias anuais. O texto, se aprovado, ainda precisará passar pela Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção do presidente Donald Trump.
O otimismo global estimulou a busca por ativos de risco, impulsionando moedas de países exportadores de commodities e ações de mercados emergentes. No Brasil, o Ibovespa também acompanhou o movimento positivo, com ganhos expressivos durante a sessão.
No cenário doméstico, o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (10) mostrou estabilidade nas projeções do mercado financeiro. A expectativa para o dólar no fim de 2025 segue em R$ 5,41, e para 2026, em R$ 5,50. Já a Selic projetada para o fim deste ano permanece em 15,00%, e para o encerramento de 2026, em 12,25%.