O dólar fechou em baixa nesta quarta-feira (5), afastando-se do patamar de R$ 5,40, em linha com o comportamento da moeda norte-americana no exterior. O movimento foi influenciado pela redução dos receios de uma correção mais intensa nas bolsas dos Estados Unidos e pela expectativa em torno da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, prevista para o início da noite.
O dólar à vista caiu 0,70%, encerrando o dia cotado a R$ 5,3614 na venda. Na B3, o contrato futuro para dezembro, o mais negociado no paí, recuou 0,94%, a R$ 5,3925.
No câmbio comercial, a moeda foi comprada e vendida a R$ 5,361. Já o dólar turismo terminou o dia cotado a R$ 5,427 na compra e R$ 5,607 na venda.
A queda da moeda ocorreu em sintonia com o desempenho de divisas de países exportadores de commodities, como o real, o peso chileno e o dólar australiano. No exterior, o dólar perdeu força após a divulgação de dados melhores que o esperado sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. Segundo a pesquisa ADP, o setor privado norte-americano criou 42 mil vagas em outubro, acima da previsão de 38 mil.
No Brasil, as atenções do mercado se concentraram na reunião do Copom. A curva de juros e as opções de Copom da B3 precificavam praticamente 100% de probabilidade de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano. A expectativa dos agentes financeiros, porém, estava voltada ao comunicado do Banco Central, em busca de sinais sobre o início de um possível ciclo de cortes, se em dezembro, janeiro ou apenas mais adiante.
Analistas apontam que a combinação de juros elevados no Brasil e cortes de taxas nas últimas reuniões do Federal Reserve nos Estados Unidos tem contribuído para limitar as pressões de alta sobre o dólar, mantendo a moeda americana em níveis inferiores aos registrados no início do ano.