O dólar abriu em queda nesta quinta-feira (12), cotado a R$ 5,17, o menor valor desde maio de 2024. O movimento ocorre em meio à cautela dos investidores diante da divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos e do acompanhamento da agenda política e fiscal no Brasil.
De acordo com Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas, o mercado registra fluxo moderado de saída em direção a ativos considerados mais seguros. Além disso, agentes financeiros monitoram a tramitação de pautas fiscais no Congresso Nacional e declarações do Banco Central sobre a condução da taxa Selic.
No cenário externo, o dólar apresenta fortalecimento frente a moedas emergentes. Conforme analistas, a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos sustenta a moeda norte-americana. Ao mesmo tempo, tensões geopolíticas e incertezas relacionadas ao crescimento global ampliam a aversão ao risco.
A atenção do mercado está voltada para a divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos, o CPI, que pode influenciar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve. Discursos de dirigentes do banco central norte-americano também integram a agenda do dia.
Enquanto isso, no Brasil, investidores acompanham indicadores de atividade econômica e dados de arrecadação. Além disso, debates sobre medidas fiscais seguem no radar, uma vez que podem impactar a percepção de risco e o comportamento do câmbio ao longo da sessão.
Ouro recua com pressão do dólar e expectativa por CPI
Metal é cotado a US$ 5.082,50 por onça troy nesta quinta-feira (12), em meio à avaliação do cenário monetário nos Estados Unidos
O ouro iniciou o pregão desta quinta-feira (12) cotado a US$ 5.082,50 por onça troy, o equivalente a cerca de R$ 26.343,61, em queda de 0,31% frente ao fechamento anterior, quando estava em US$ 5.098,50. O preço por grama é de aproximadamente R$ 849,52.
Segundo Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas, o movimento reflete realização de lucros após ganhos recentes. Além disso, o mercado opera em clima de cautela à espera dos dados de inflação nos Estados Unidos.
A expectativa de juros elevados por período prolongado sustenta o dólar, o que tende a pressionar o ouro, tradicionalmente buscado como ativo de proteção. Ainda assim, tensões geopolíticas e incertezas quanto ao crescimento global mantêm o metal no radar de investidores.
Conforme operadores, há saída parcial de posições defensivas em busca de liquidez. No entanto, o comportamento do ouro deve continuar atrelado aos sinais da política monetária norte-americana e aos desdobramentos econômicos e políticos no Brasil.