Dólar cai a R$ 5,13 com fiscal no radar e foco nos EUA

Mercado reage a debates fiscais no Brasil e a indicadores americanos, enquanto ouro sobe com busca global por proteção
Marcello Casal JrAgência Brasil
Marcello Casal JrAgência Brasil

O dólar registrou queda nesta quarta-feira (25), sendo cotado a R$ 5,13 no mercado à vista, conforme boletim divulgado por Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas. O movimento ocorre em meio à cautela dos investidores, que avaliam o cenário fiscal doméstico e acompanham dados econômicos nos Estados Unidos.

Segundo Gusmão, o fluxo cambial apresenta tendência moderada, com indicação de entrada líquida de recursos após o alívio observado no mercado acionário global. Além disso, operadores monitoram a divulgação de indicadores ao longo do dia, que podem influenciar o comportamento da moeda.

No ambiente interno, o mercado acompanha discussões fiscais no governo e possíveis sinalizações do Banco Central após a divulgação mais recente do IBC-Br, indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto. De acordo com analistas, a leitura atualizada da atividade econômica pode impactar as expectativas em relação à política monetária.

No exterior, o dólar também reage às perspectivas para os juros nos Estados Unidos. Investidores observam indicadores de inflação e atividade econômica, que podem alterar a trajetória das taxas. Ao mesmo tempo, a revisão das tarifas de importação norte-americanas segue no radar. Conforme o boletim, a medida tem beneficiado exportadores brasileiros, o que influencia o fluxo cambial.

O ambiente internacional permanece misto. Parte do mercado busca ativos de maior risco, enquanto outra parcela mantém posição defensiva diante de incertezas geopolíticas. Dessa forma, a combinação entre fatores externos e debates fiscais locais tende a manter a volatilidade do câmbio ao longo do dia.

Ouro opera em alta com demanda por proteção

O ouro apresentou leve alta nesta quarta-feira (25), com o contrato futuro negociado na Comex sendo cotado em torno de US$ 5.211,76 por onça, segundo Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas. O intervalo diário registrado até o momento oscila entre US$ 5.139,41 e US$ 5.229,90, com volume aproximado de 24.269 contratos.

De acordo com o boletim, o movimento do metal reflete a busca por segurança em um cenário marcado por tensões tarifárias e incertezas geopolíticas. Em análises recentes, o ouro acumulou ganhos após novos sinais de estresse nas negociações entre grandes economias, o que reforça a postura cautelosa dos investidores.

Além disso, o mercado internacional acompanha dados dos Estados Unidos relacionados à inflação e à atividade econômica. Conforme especialistas, qualquer sinal de flexibilização na política monetária tende a favorecer o ouro, pois reduz o custo de oportunidade de manter o metal.

Por outro lado, a volatilidade diária também é influenciada pelas oscilações do dólar, que reage ao ambiente macroeconômico global. Assim, o ouro deve permanecer sensível às notícias internacionais ao longo do dia, com operadores atentos ao apetite por risco e à força da moeda americana.

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