Dólar abre volátil e ouro sobe com cautela diante de agenda econômica

Mercado acompanha dados fiscais no Brasil, indicadores nos EUA e discursos do Fed, enquanto investidores mantêm postura defensiva nos ativos
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O dólar iniciou o dia nesta quinta-feira (22) cotado a R$ 5,33, com volatilidade, refletindo um ambiente de cautela no mercado financeiro. Segundo boletim de Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas, os investidores operam em compasso de espera, atentos à agenda econômica e política ao longo do dia.

De acordo com operadores, o apetite ao risco permanece reduzido no início da sessão. Esse comportamento ocorre diante da expectativa pela divulgação de novos dados econômicos nos Estados Unidos e da análise de indicadores fiscais no Brasil, o que tende a limitar o volume de negócios até a publicação de números mais relevantes.

No cenário doméstico, o mercado acompanha o resultado primário do governo central e os desdobramentos das discussões sobre o arcabouço fiscal. Conforme a avaliação dos agentes, a percepção de risco fiscal segue como fator de pressão sobre o câmbio, embora a estabilidade na abertura indique cautela antes de ajustes mais significativos nas posições.

No exterior, o foco está nos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e nos discursos de dirigentes do Federal Reserve. A expectativa de manutenção de uma política monetária restritiva por período prolongado sustenta o dólar no mercado internacional. Além disso, investidores monitoram as tensões geopolíticas no Oriente Médio, que podem influenciar os preços do petróleo e, de forma indireta, as moedas de países emergentes.

Paralelamente, o ouro abriu o dia cotado a US$ 4.825,00 por onça troy, o equivalente a cerca de R$ 26.249,15, com alta de 2,46% em relação ao fechamento anterior. O movimento reflete maior procura pelo metal como ativo de proteção em um ambiente de incertezas, conforme o boletim divulgado pela Ourominas.

O preço do ouro em reais também registrou avanço, com o ouro 24 quilates negociado a R$ 825,40 por grama. A valorização acompanha a demanda global por ativos defensivos, enquanto investidores ajustam suas estratégias diante da perspectiva de juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo.

Segundo a análise, o sentimento predominante é de aversão ao risco, o que direciona fluxos para ativos considerados mais seguros. O volume de negócios tende a ganhar intensidade ao longo do dia, especialmente após a divulgação de indicadores econômicos americanos e falas de autoridades monetárias.

Além da política monetária dos Estados Unidos, seguem no radar os indicadores de atividade da zona do euro e do Reino Unido. Esses dados podem influenciar o apetite ao risco global e, consequentemente, o comportamento tanto do câmbio quanto do mercado de metais preciosos.

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