Dólar abre estável e ouro sobe com petróleo e Oriente Médio no radar

Mercados iniciam a quinta-feira (16) em compasso de espera, com câmbio perto de R$ 4,99 e ouro em alta, enquanto investidores monitoram petróleo, IBC-Br e juros dos EUA.
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O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (16) em estabilidade, cotado próximo de R$ 4,99, enquanto o ouro registrou leve alta no mercado internacional e doméstico. O movimento ocorre em meio à cautela dos investidores diante da escalada das tensões no Oriente Médio, da valorização do petróleo e da agenda econômica no Brasil e nos Estados Unidos. Conforme análises do mercado, o fluxo estrangeiro para emergentes ainda favorece o real, embora de forma moderada.

Na comparação com o fechamento anterior, a moeda norte-americana apresenta leve recuo, em linha com a perda de força global do dólar. Segundo o boletim de câmbio de Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas, o mercado mantém um viés de prudência, principalmente após os Estados Unidos reforçarem sua presença militar no Oriente Médio e indicarem a possibilidade de novas sanções econômicas ao Irã.

Além disso, a alta do petróleo adiciona um componente extra de atenção aos mercados globais. Historicamente, movimentos de valorização da commodity tendem a influenciar moedas de países emergentes e as expectativas de inflação, fator que também repercute sobre a curva de juros e o comportamento do câmbio no curto prazo.

Na agenda doméstica, o principal destaque é a divulgação do IBC-Br, indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Ao mesmo tempo, no exterior, os investidores acompanham os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, dados que ajudam a calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros americanos e, consequentemente, a força global do dólar.

No mercado de metais, o ouro opera em leve valorização nesta quinta-feira (16), com a onça troy cotada ao redor de US$ 4.837. No mercado brasileiro, o ouro à vista de 24 quilates é negociado perto de R$ 771 por grama. De acordo com Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas, o movimento é sustentado pela busca por ativos de proteção em meio ao aumento das tensões geopolíticas.

Segundo a avaliação, a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã reforça o apetite pelo metal, ao ampliar a percepção de risco global. Ao mesmo tempo, a valorização do petróleo eleva preocupações inflacionárias, o que aumenta a atratividade do ouro como instrumento de proteção patrimonial.

Outro ponto no radar é a política monetária dos Estados Unidos. A expectativa de cortes de juros ao longo do ano segue dando suporte às cotações do metal, que tende a ganhar força em um ambiente de menor rendimento dos títulos públicos americanos. Conforme o CME Group, o ouro costuma reagir positivamente a cenários de redução de juros e de incerteza financeira.

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