O dólar iniciou a segunda-feira (23) em leve queda, sendo cotado na faixa de R$ 5,28, em meio a um cenário de cautela no mercado financeiro. Investidores acompanham a agenda econômica e as incertezas externas, enquanto adotam uma postura mais defensiva diante dos desdobramentos no cenário internacional e indicadores previstos para o dia.
De acordo com Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas, o fluxo cambial tende a registrar entrada moderada de recursos estrangeiros. Esse movimento é sustentado pelo diferencial de juros do Brasil, embora, até o momento, não haja sinais de variações mais intensas no câmbio.
No cenário internacional, o petróleo contribui para a volatilidade. Após alcançar cerca de US$ 113 por barril, o tipo Brent passou a registrar queda superior a 10%. Conforme informações do mercado, o movimento ocorreu após declarações de Donald Trump sobre conversas consideradas produtivas entre Estados Unidos e Irã, além da possibilidade de adiamento de ataques a instalações energéticas iranianas.
Ainda segundo analistas, a queda do petróleo tende a aliviar pressões inflacionárias globais. Por outro lado, esse recuo também reduz o suporte para moedas de países exportadores de commodities, o que impacta diretamente o comportamento do câmbio.
Na agenda econômica desta segunda-feira (23), o mercado acompanha indicadores de atividade nos Estados Unidos e discursos de dirigentes do Federal Reserve. Essas sinalizações podem influenciar as expectativas em relação ao início de cortes de juros na economia americana.
No Brasil, dados fiscais e projeções de inflação seguem no radar dos investidores, sendo considerados fatores relevantes para a dinâmica do mercado ao longo do dia.
Ouro acompanha cautela global e recua levemente
O ouro também iniciou o dia em leve queda no mercado internacional, com a onça troy cotada próxima de US$ 4.472. No mercado brasileiro, o ouro 24k à vista foi negociado em torno de R$ 775 por grama, apresentando variação próxima da estabilidade em relação ao fechamento anterior.
Segundo Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas, o movimento reflete um ajuste técnico após recentes valorizações. Além disso, investidores reavaliam posições diante das expectativas relacionadas à política monetária dos Estados Unidos.
A recente queda do petróleo também influencia o comportamento do metal. De acordo com analistas, a redução nos preços da commodity diminui parte da demanda por proteção contra a inflação global, o que impacta o ouro.
Ainda assim, o metal segue sendo considerado um ativo de segurança em meio às incertezas econômicas e geopolíticas. Nesse contexto, dados econômicos dos Estados Unidos e falas de dirigentes do Federal Reserve devem orientar o desempenho do ouro ao longo do dia, especialmente por influenciarem o dólar e os rendimentos dos títulos públicos americanos.