Dólar abre em queda a R$ 5,26 com cautela do mercado e foco em juros

Investidores acompanham decisões de política monetária, alta do petróleo e tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã que influenciam os mercados globais
Olia Danilevich
Olia Danilevich

O dólar iniciou o pregão desta segunda-feira (16) em queda e foi cotado a R$ 5,26 no mercado brasileiro. O movimento ocorre em meio a um ambiente de cautela entre investidores, que acompanham indicadores econômicos e os desdobramentos do cenário internacional, além de expectativas relacionadas à política monetária nos Estados Unidos e no Brasil.

Segundo Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas, a movimentação da moeda também reflete ajustes técnicos e fluxos mistos de capital. Conforme o especialista, parte dos investidores busca proteção diante de incertezas externas e da expectativa sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

Além disso, o preço do petróleo voltou a subir no mercado internacional. De acordo com análises do mercado financeiro, a alta está associada à intensificação das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Esse cenário tende a aumentar a aversão ao risco nos mercados globais e estimula a procura por ativos considerados mais seguros.

No ambiente internacional, investidores acompanham principalmente as decisões de política monetária de grandes bancos centrais. Entre elas está a reunião do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos. A possibilidade de manutenção dos juros elevados por mais tempo permanece no radar do mercado, sobretudo diante de pressões inflacionárias e da alta recente do petróleo.

Enquanto isso, no cenário doméstico, investidores monitoram indicadores relevantes previstos para esta semana. Entre eles está a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Além disso, o mercado também aguarda a atualização das projeções econômicas divulgadas no Boletim Focus.

A agenda econômica inclui ainda decisões de política monetária. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve realiza nova reunião para definir os rumos da taxa de juros. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central também se reúne para deliberar sobre a taxa básica de juros.

Ouro opera em queda, mas segue sensível ao cenário externo

O mercado de metais preciosos também registrou movimentação nesta segunda-feira (16). Segundo Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas, o ouro opera em queda no início da semana.

A onça troy do metal é negociada ao redor de US$ 5.025, com recuo em relação ao fechamento anterior. Já o ouro à vista, de 24 quilates, é negociado em torno de R$ 849 por grama no mercado brasileiro.

De acordo com o economista, apesar da queda pontual, o ouro permanece sensível ao cenário geopolítico e às expectativas relacionadas à política monetária global. A recente alta do petróleo, impulsionada pelas tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, também contribui para aumentar a volatilidade nos mercados internacionais.

Além disso, investidores acompanham as reuniões de política monetária previstas para esta semana em diferentes economias. Conforme analistas do mercado, a perspectiva de juros elevados por mais tempo tende a reduzir a atratividade do ouro, uma vez que o metal não oferece rendimento, o que pode pressionar as cotações no curto prazo.

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