O dólar iniciou o dia nesta terça-feira (13) cotado a R$ 5,37, em leve alta, em um ambiente de cautela nos mercados financeiros. O movimento ocorre em meio à atenção dos investidores às tensões políticas nos Estados Unidos, à agenda de indicadores econômicos e às expectativas sobre a condução da política monetária americana.
De acordo com informações do mercado, a moeda americana reflete a combinação de fatores externos e internos. No cenário internacional, a pressão política envolvendo o Federal Reserve, após investigações relacionadas ao presidente da instituição, Jerome Powell, elevou o nível de incerteza sobre a independência da política monetária nos EUA, o que influencia a tomada de risco.
Ainda no exterior, o índice do dólar apresenta recuo frente a moedas fortes, como o euro e o franco suíço. Esse movimento ocorre ao mesmo tempo em que investidores adotam estratégias defensivas, diante da expectativa pelos próximos dados de inflação, emprego e discursos de dirigentes do Fed, como Thomas Barkin e John Williams.
No mercado doméstico, o Banco Central realiza leilões de swaps cambiais para a rolagem de contratos, medida que contribui para reduzir a volatilidade do câmbio. Os fluxos seguem mistos, conforme participantes aproveitam a valorização recente do real para ajustes de posição, enquanto outros mantêm estratégias mais conservadoras.
A agenda econômica no Brasil inclui a divulgação do Relatório Focus e dados do setor de serviços ao longo da semana. Esses indicadores são acompanhados de perto pelo mercado, pois podem influenciar expectativas sobre juros e, consequentemente, o comportamento do câmbio.
Além do dólar, o mercado também monitora o desempenho do ouro, que abriu o dia cotado a US$ 4.598,90 por onça, em leve alta. O metal segue demandado como ativo de proteção, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas políticas e econômicas no cenário global.
No Brasil, a cotação do ouro gira em torno de R$ 792,00 o grama, acompanhando tanto a variação do preço internacional quanto do câmbio. Segundo analistas, a combinação de dólar mais fraco no exterior e incertezas geopolíticas favorece a busca por ativos considerados defensivos.
O cenário internacional permanece marcado por tensões geopolíticas e pela expectativa em relação aos próximos passos da política monetária dos Estados Unidos. Dados de inflação, discursos de autoridades e resultados de grandes bancos seguem no radar, com potencial impacto direto sobre os mercados financeiros.
Em síntese, o dólar opera em leve alta no início do dia, enquanto o ouro mantém valorização moderada. O ambiente segue pautado pela cautela, com investidores atentos ao noticiário político, à agenda econômica e às sinalizações dos principais bancos centrais.